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São Vicente: Associação Amigos da Natureza avança com projecto sobre alimentação em parceria com União Europeia (c/áudio)

Mindelo, 02 Jan (Inforpress) – A Associação Amigos da Natureza pretende avançar agora em inícios de 2020 com o projecto “Aliança para o direito à alimentação adequada e iniciativas de empoderamento de jovens e mulheres rurais”, financiado pela União Europeia.

Conforme o presidente desta associação com sede em São Vicente, Aguinaldo David, este projecto insere-se na agenda da União Europeia (UE) para o triénio 2020/2022 e cuja pretensão é trabalhar no “Fortalecimento da sociedade civil enquanto agente do desenvolvimento sustentável para a promoção de direitos”.

Sendo assim, decidiram, conforme a mesma fonte, candidatar com o projecto de “Aliança para o direito à alimentação adequada e iniciativas de empoderamento de jovens e mulheres rurais” na convocatória aberta a Organizações Não Governamentais (ONG) e associações cabo-verdianas e europeias, em parceria com as nacionais.

“Pretendemos materializar isso através de criação de oportunidades de negócio no meio rural porque o acesso à alimentação é feito de duas formas: o acesso físico, que é o acesso directo quando você é produtor e o acesso económico através do emprego”, explicou Aguinaldo David, em entrevista à Inforpress, adiantando que o protocolo com a UE deverá ser assinado agora em inícios de 2020 num montante entre 30 mil a 50 mil contos.

O projecto assenta também, ajuntou, nos propósitos do país, que “já tem uma estratégia de segurança alimentar e nutricional aprovada, tem também um Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional que integra não só instâncias do Estado, mas também da sociedade civil e tem ultimamente, em 2016, uma lei do direito humano à alimentação adequada e pretende atingir os Objectivos do Desenvolvimento Sustentável”, sublinhou.

“Obviamente que estamos a falar claramente do objectivo dois do combate à fome e à miséria, do objectivo oito, que é o objectivo do emprego digno, estamos a falar da saúde porque a alimentação é transversal e perpassa todos os sectores”, reiterou a mesma fonte, para quem é preciso que “todos efectivem esse arcabouço, que existe juridicamente e que se vai traduzir, na prática, em benefício para as pessoas”.

Neste sentido, dî-lo Aguinaldo David, conta-se atingir, com o projecto, as duas categorias populacionais, sobretudo no meio rural, que de certa forma tem tido “menos acesso, menos possibilidades de emprego”, que são os jovens e mulheres rurais.

“Mas, é um emprego que seja digno e que esses mesmos jovens e mulheres possam também prestar determinados serviços sociais alimentares ao Estado”, lançou.

Nesta linha, conforme a mesma fonte, pretendem criar parcerias com as próprias câmaras municipais, por exemplo, que tenham casas de sopa e jardins infantis e que compram alimentos e o próprio Estado que compra para a alimentação escolar.

“Então, porquê não comprar dessas micro-empresas criando capacidade nesses jovens e mulheres rurais para que possam aproveitar essas possibilidades que a lei dá e que o mercado institucional oferece, criando, por esta via, um trabalho digno e com segurança social”, salientou.

Por outro lado, vai-se desenvolver, segundo a mesma fonte, uma “área de sensibilização e formação bastante forte”, trabalhando com grupos teatrais, festivais audiovisuais e através de concursos com associações, nesta matéria, de forma a promover estes temas ligados ao direito humano, à alimentação, ao trabalho e direito ambiental e que deverá ser implementado de “forma descentralizada” nas três ilhas a norte do país, São Vicente, Santo Antão e São Nicolau.

LN/ZS

Inforpress/Fim

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