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São Vicente/Assembleia Municipal: Augusto Neves pede “regionalização urgente” ao discursar na primeira sessão ordinária

Mindelo, 18 Fev (Inforpress) – O presidente da câmara de São Vicente considerou hoje que o rumo da ilha passa por uma “urgente regionalização” e, consequentemente, “maior desenvolvimento”, na esteira dos recentes dados estatísticos do Plano de Desenvolvimento Sustentável.

No seu discurso na primeira sessão ordinária da Assembleia Municipal do mandato 2021/2024, hoje iniciada, no Mindelo, Augusto Neves concretizou que a regionalização é um “elemento imprescindível” para que os sanvicentinos e os cabo-verdianos possam beneficiar de políticas e serviços públicos “de qualidade, com eficiência e celeridade”, mas também “promotores de equidade e de solidariedade”, num quadro de “transparência e de responsabilização”.

Perante os eleitos municipais das quatro forças representadas na assembleia, Neves sustentou que as entidades descentralizadas, pela sua proximidade com os problemas, têm a vantagem no desempenho de políticas e ofertas “mais adequadas” às necessidades dos cidadãos e “mais fundamentadas” nas capacidades e competências de cada região.

“A regionalização tem a ver com a salvaguarda da cultura, da história, da identidade e da própria participação cívica, portanto ela é um verdadeiro exercício democrático”, assinalou a mesma fonte.

Sobre o plano de actividades e a proposta do orçamento municipal para o corrente ano, que a câmara levou à assembleia para discussão e aprovação nesta sessão ordinária, Neves disse que congregam a vontade dos sanvicentinos sufragada democraticamente nas urnas em ter, “mais uma vez”, uma câmara “plural, dialogante e capaz de compreender a sua visão política estratégica” para a ilha.

Uma visão, precisou, que assenta no “desenvolvimento e crescimento económico e social inclusivo, com maior equidade, bem-estar, saúde, educação, segurança, cultura e meio-ambiente”.

“Este é o São Vicente que queremos, com maior qualidade de vida e dinâmica económica”, concretizou, ao mesmo tempo que anunciou que os compromissos assumidos no plano de actividades para 2021 estão alinhados com os Objectivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS)/Agenda 2030.

Embora a pandemia tenha “obrigado ao reequacionamento da agenda municipal”, no que se refere à definição de prioridades, pois os seus efeitos “são transversais”, Augusto Neves considerou, mesmo assim, que os “compromissos assumidos são para honrar”, com “atenção especial” à juventude e às famílias com menos rendimentos, na busca de soluções para as problemáticas da habitação condigna, emprego, formação profissional e apoio social.

Um São Vicente próspero e dinâmico, assinalou, passa por “impulsionar o crescimento económico” através dos sectores tradicionais como o turismo, a cultura, a economia do mar, a construção civil, a indústria, o comércio e os serviços, visando “acrescentar valor” à actividade empresarial, geração de rendas e intensificar a formação do capital humano nas áreas técnicas ligadas às actividades económicas.

“A concretização dos desafios é uma responsabilidade de todos e São Vicente não espera nada mais do que a congregação de esforços de todos os actores políticos em prol do desenvolvimento da ilha, sempre em primeiro lugar”, anotou.

No seu discurso, mencionou ainda a parceria com o Governo, num ambiente de “lealdade institucional, subsidiaridade, complementaridade e cooperação”, será “elementar para transformar em resultados” os objectivos estratégicos que mencionou, mas envolvendo a sociedade civil, a classe empresarial, a diáspora e a juventude, “que serão chamados para dar a sua contribuição”.

Num outro momento, ao responder a questões colocadas pelos eleitos e pelos munícipes, o presidente da câmara disse que o problema dos salários e da instalação dos gabinetes dos novos vereadores serão solucionados assim que a nova câmara tiver o seu orçamento próprio e “entrar na legalidade”, pois ainda funciona com duodécimo.

O primeiro período de trabalho do dia de hoje foi concluído com um voto de pesar e registo de um minuto de silêncio em memoria do cidadão sanvicentino Gabriel Moacyr Rodrigues, falecido no dia 23 de Dezembro do ano passado. 

Para a tarde de hoje prevê-se o início da análise, discussão e aprovação do plano de actividades e da proposta de orçamento da Câmara Municipal de São Vicente para o ano económico de 2021, este estimado no montante global de 1.040.000.000 de escudos. 

A Assembleia Municipal de São Vicente saída do escrutínio autárquico do dia 25 de Outubro de 2020 é construída por 21 eleitos municipais, dos quais nove pertencem ao Movimento para a Democracia (MpD), sete à União Cabo-verdiana Independente e Democrática (UCID), quatro ao Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV) e um ao Movimento Independente Mas Soncent (MIMS). 

AA/CP

Inforpress/Fim

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