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São Vicente: Arredores da Universidade Lusófona transformados em sanitário para cães (c/áudio)

Mindelo, 27 Dez (Inforpress) – Os arredores da Universidade Lusófona de Cabo Verde (ULCV), no Mindelo, estão transformados pelos moradores da zona de Chã Cricket em sanitário para cães, que impede a circulação das pessoas, mas também traz “perigo” à saúde pública.

Esta situação que, segundo a assessora da administração, Lenilda Brito, não condiz com o facto de a universidade estar situada numa das zonas “mais nobres” da ilha e que tem sido também um pouco desmerecida por este “pequeno detalhe”, que não favorece a própria circulação das pessoas, como também não faz jus à fama de “Mindelo, cidade limpa”.

“Mas, também traz perigos à própria sanidade pública, porque muitas vezes não temos a plena consciência do impacto que isso pode causar. Este é um espaço frequentado não só por nossos alunos, mas também por crianças e onde circulam pessoas”, avançou a responsável à Inforpress, que chama a atenção para doenças que podem ser transmitidas desta forma.

Este “perigo iminente”, conforme a reportagem da Inforpress constatou, está por todos os lados da ULCV desde as portas laterais, canteiros e também no parque de estacionamento.

“Não é algo que esteja ao alcance da nossa universidade mudar. Mas, é uma situação bastante desagradável, ainda mais tendo em conta que os nossos alunos circulam maioritariamente à noite”, salientou Lenilda Brito, adiantando ser a iluminação pública outro item que não ajuda neste quesito por ser “muito fraca” nesta área.

A solução deste “incómodo”, segundo a mesma fonte, encontra-se no “carácter pessoal”, em que cada pessoa dentro do seu “bom senso” deve alterar a sua conduta, tendo em conta, que se fala de “animais irracionais” e que são levados, assegurou, propositadamente pelos donos ou empregados para fazer as necessidades naquele parque.

Neste sentido, podia-se imitar, ajuntou, as atitudes de outros países, que normalmente as pessoas estão munidas de sacos ou de pás para enterrarem os dejectos, que deveria ser uma “consciência adoptada por cada mindelense”.

Questionada se a universidade ainda não pensou numa vertente de sensibilização junto dos moradores para ver se o cenário muda, a assessora da administração respondeu que não, mas, assegurou fazer falta mesmo uma campanha deste tipo, tanto em Chã de Cricket, como também na cidade inteira.

“Nós, mindelenses temos orgulho de dizer que temos uma das cidades mais limpas de Cabo Verde, e acho que é o momento de fazermos algo neste sentido”, lançou, adiantando que a universidade convive também com outro problema ambiental, como copos e garrafas deixados muitas vezes por pessoas que saem da diversão nocturna.

A Inforpress tentou várias vezes contactar, tanto por telefone, como por e-mail e pessoalmente com a vereadora do Ambiente da câmara municipal, Carla Monteiro, para saber se tem conhecimento do assunto e se pretendem tomar alguma medida. Entretanto, apesar das tentativas e de muitas insistências, estas se mostraram infrutíferas.

LN/ZS

Inforpress/Fim

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