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São Vicente: APESC pede ao Governo Plano de Mitigação do Mau Ano de Pesca para minimizar “fraca captura” (c/áudio)

Mindelo, 28 Out (Inforpress) – A Associação dos Armadores de Pesca de Cabo Verde (APESC) apelou hoje ao Governo que crie um Plano de Mitigação do Mau Ano de Pesca para 2020 para mitigar os efeitos da fraca captura de peixe em 2019.

Em conferência de imprensa, realizada na sede da APESC no Mindelo, o presidente desta associação, João de Deus, disse que este pedido foi enviado há uma semana ao primeiro-ministro, ao ministro da Economia Marítima e ao secretário de Estado-adjunto para a Economia Marítima.

Agora, acrescentou, a APESC “espera o feedback” destas entidades, ciente de que “o Governo é constituído por pessoas do bem” e que “vão dar resposta a este pedido.”

O apelo, revelou João de Deus, veio na sequência dos resultados da captura feita pelos armadores nacionais neste ano, que indicam uma quebra de 72 por cento (%) da captura, contrariamente ao ano de 2018. Adiantou que no ano passado, até esta altura, os armadores nacionais tinham capturado cerca de 4977 toneladas de peixe enquanto este ano capturaram apenas 1394.

“2019 tem sido um ano muito pobre em matéria de captura do pescado. Para além das alterações climáticas, existem factores de ordem concorrencial que obriga a tal estado de coisas,” disse João de Deus, para quem essa concorrência aos armadores nacionais provém dos Acordos de Peca feitos por Cabo Verde.

Conforme indicou, a maior captura dos armadores nacionais era de melva e do gaiado. Pelo que, neste momento, a Frescomar “pode estar com problemas de matéria-prima” para a exportação e a funcionar “somente com o pescado que recebe da plataforma de frio do Mindelo”.

Para o presidente da APESC, os pescadores estão numa situação “muito complicada”, porque “não há captura e não há negócios”. Por causa disso, além do plano de mitigação, o mesmo sugeriu uma reavaliação “técnica e criteriosa” do período de defeso da cavala preta, porque “o prazo de 15 de Julho a 15 de Setembro é extenso demais”.

A APESC pediu ainda a “uniformização do subsídio de gelo” para todos os complexos de pesca do país e uma “reavaliação das tarifas” praticadas no Complexo de Pesca da Cova de Inglesa em São Vicente.

Isto, sustentou, à luz de uma política de promoção com “impacto positivo” na economia, no sentido de “aliviar a concessionária” nos custos de exploração dessa unidade industrial.

Devido “à baixa captura de tunídeos em relação à concorrência”, João de Deus, pediu também apoio financeiro ao Governo para a associação e a Cooperativa Nacional dos Armadores de Pesca adquirir um atuneiro para pescar na Zona Económica Exclusiva e na Zona Oeste Africana.

É que, conforme a mesma fonte, “os cardumes já não entram” dentro das zonas ribeirinhas do país, devido à concorrência e à instalação do novo Dispositivo de Concentração de Pescado (DCP) dentro da Zona Económica Exclusiva que estão a “afugentar os cardumes” da pesca artesanal.

A associação solicitou também a criação do Campus do Mar para “ampliar” o leque de formação no sector das pescas, nomeadamente na formação de marinheiros e pescadores, mestres de arrais, mestre costeiros e mestres do alto e ainda a implementação de políticas de incentivo à pesca defendidas no Programa do Governo.

Por outro lado, congratulou-se com a criação do Fundo de Apoio à Pesca, com o plano de recuperação de todos os arrastadores do país, com a construção de um novo complexo de pesca de Santiago e do estaleiro naval, apresentados no Conselho de Pesca realizado no Mindelo.

CD/ZS

Inforpress/Fim

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