São Vicente: APESC destaca impacto da suspensão do período de defeso da cavala e do chicharro na pandemia (c/áudio)

Mindelo, 18 Jun (Inforpress) – O presidente da Associação dos Armadores de Pesca de Cabo Verde (APESC) congratulou-se hoje com a suspensão do período de defeso da cavala e do chicharro, considerando que o impacto dessa medida é “bom” nesta época de pandemia. 

À Inforpress, João de Deus disse que a isenção do período de defeso, feito a pedido da APESC, foi aceite em “boa hora”, tendo em conta o momento de pandemia que se vive.

“A nossa proposta foi levada ao Conselho de Ministros ontem e estamos satisfeitos porque nesta situação de pandemia o Governo, em boa hora, aceitou. Os armadores nacionais podem pescar o chicharro e a cavala porque não vamos ter mais uma vez a fase de defeso que sempre tivemos em Cabo Verde a nível dessas duas espécies”, informou o responsável.

Segundo João de Deus, “o impacto dessa medida é bom porque, por causa da pandemia, os hotéis estão quase todos fechados, não há turismo e a armação nacional, desde os pescadores, armadores e peixeiras, tem tido alguma dificuldade em colocar o seu pescado”.

O período de defeso do chicharro começa, anualmente, a 15 de Junho e termina a 15 de Julho e logo no mesmo dia inicia o da cavala que vai até 15 de Setembro. Mas, conforme a mesma fonte, este é o terceiro ano consecutivo que o Governo suspende o período de defeso destas duas espécies.

O primeiro foi em 2019, por causa da não entrada dos cardumes nas águas de Cabo Verde e nesses últimos dois anos foi por causa da situação de covid-19.

No entanto, o presidente da Associação dos Armadores de Pesca de Cabo Verde disse que vai pedir no próximo conselho de pesca um estudo sobre o impacto do período de defeso, que está a ser decretado há mais dez anos.

CD/ZS

Inforpress/Fim

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