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São Vicente: Alunos do agrupamento do Calhau expõem quadros na Galeria Zero Point Art retratando Alex Silva

Mindelo, 30 Abr (Inforpress) – Alguns alunos do Agrupamento Escolar do Calhau expõem a partir de hoje, 15 quadros que retrataram o falecido artista plástico Alex Silva, que os estudantes dizem ter aprendido a gostar pela “confusão” nas suas pinturas.

As obras estão expostas na própria galeria do artista, no Zero Point Art, no Mindelo, que acolhe o projecto “Crianças Pintam Alex”, coordenado pela designer Arciolinda Fortes.

Conforme esta responsável, a iniciativa é uma “homenagem” ao Alex e como forma de continuar o processo que este tinha iniciado antes.

“O objectivo é fazer com que mais crianças tenham contactado com o espírito de Alex, continuar com o processo do seu aprendizado e para que as crianças consigam retratar através das suas pinturas o que entenderam ter sido Alex”, explicou Arciolinda Fortes, lembrando que um dos objectivos do artista sempre foi de trabalhar com crianças.

O projecto teve arranque há três semanas, a 16 de Abril, data de aniversário de Alex Silva, e contemplou alunos do 6º ano do Agrupamento escolar do Calhau que, segundo a mesma fonte, têm “menos acesso” a eventos do tipo e “muitas nem tinham noção” do que era uma galeria de arte.

Contudo, admitiu Arciolinda Fortes, o resultado foi “bastante surpreendente”, tanto com os 15 quadros dos estudantes do agrupamento, como com mais 14 quadros de outras seis crianças que foram “resgatadas” de um outro projecto que Alex Silva efectivou há cinco anos.

“O nosso objectivo é continuar esse projecto, trazer outros meninos e quem sabe mais à frente, depois da pandemia, dar oportunidade a crianças de outras ilhas”, declarou a coordenadora do projecto implementado pela Galeria Zero Point Art e a Fundação Canuto.

Em representação dos estudantes, Luna Fortes e Kyara Fonseca dizem ter aprendido gostar de pintura e do artista.

“Alex é algo bonito e nos seus quadros há muita confusão que eu gostei muito, são emocionantes”, disse Luna Fortes, que nunca tinha entrado numa galeria de arte, mas agora já pondera ser uma pintora, futuramente.

Kyara Fonseca considera também que a pintura “é algo muito importante” e a “confusão” dos quadros de Alex Silva “é bonito e interessante”. Por isso, ajuntou, pensa pintar alguns quadros algum dia na sua vida.

A exposição permanece na galeria Zero Point Art até o próximo sábado, demonstrando, segundo Arciolina Fortes, o “espírito de partilha, amor, junção e de ter um Cabo Verde melhor a partir da arte” defendidos por Alex.

Alex Silva, de nome próprio Alexandre Silva Barbosa Andrade, nasceu em Luanda, Angola, era filho de pais cabo-verdianos e chegou a Cabo Verde ainda bebé, em 1975, altura da independência nacional.

Cresceu na zona de Alto Mira-Mar e voltou a sair de Cabo Verde para fazer estudos superiores, primeiro biologia marítima, depois arquitectura e em seguida o curso de mestrado em belas artes e crítica na Holanda, este último que ditou a sua vida artística e profissional.

Depois de regressar a São Vicente fundou a Galeria Zero Pont Art como forma de “mostrar e retribuir o seu amor para a ilha”.  Em Novembro de 2019, por altura das celebrações do 10º aniversário da galeria, Alex Silva disse à imprensa que esses dez anos tinham sido de “resistência”, porque apesar de “não ser um projecto sustentável”, a galeria é projecto concebido “com muito amor”.

Faleceu a 31 de Dezembro de 2019 na sequência de um jogo basquetebol com os amigos em que se sentiu mal e foi levado ao Hospital Baptista de Sousa, onde viria a falecer.

LN/DR

Inforpress/Fim

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