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São Vicente: ALAIM conta formar meninos no ballet clássico com perfil para ingressarem em companhias internacionais – responsável (c/áudio)

Mindelo, 04 Jun (Inforpress) – A Academia Livre das Artes Integradas do Mindelo (ALAIM) tem 17 meninos na oficina de ballet clássico que podem formar-se com perfil para ingressarem nas “grandes companhias internacionais”, assegurou a directora Janaína Alves. 

A luta para quebrar a barreira existente, tanto em Cabo Verde como no estrangeiro, de que meninos não devem fazer ballet, especialmente o clássico, começou, segundo Janaína Alves, em Setembro de 2020.  

Foi assim a realização de um “sonho”, uma vez que tanto a própria Janaína, como o esposo João Branco praticaram ballet quando crianças. 

Finalmente, no ano passado, conseguiram montar a estrutura das aulas em parceria com a Escola de Dança do Funchal (Portugal), responsável por toda a parte pedagógica e metodológica,  acolhendo agora cerca de 70 crianças, dos 04 aos 15 anos, entre as quais 17 meninos. Deste total de 70, 60 por cento (%) são alunos bolseiros, informou a responsável da academia. 

“E aí criamos um apelativo, que é uma bolsa integral, os rapazes não pagam absolutamente nada, nem roupa, independentemente da classe social, e esse foi um chamariz para tentar e deu certo”, sustentou Janaína Alves, adiantando terem conseguido ultrapassar o “preconceito” só através da “propaganda boca-a-boca”. 

A ALAIM, ajuntou, vem desta forma “mudando mentalidades” para este ramo que “mais precisa de trabalhadores”, ou seja, bailarinos rapazes e que é “muito bem pago”. 

Por isso, Janaína assegura ter, neste momento, na academia uma “mina de corpos” que com um “pouco de trabalho” vão, “com certeza”, chegar às escolas internacionais e representar Cabo Verde. 

Para tal objectivo, têm sido criadas parcerias com a Escola de Dança do Funchal e outras como a Escola Ballet Teatro do Porto, onde os bailarinos formados em São Vicente podem, inclusive, fazer um ano da formação assim que completarem 15 anos. 

“Estamos fazendo muitas pontes e muitas ligações para tentar que o projecto cresça e se mantenha por muito tempo”, considerou a responsável da ALAIM, mencionando outras “parcerias importantes” como a Bolsa de Acesso à Cultura (BA Cultura) do Governo de Cabo Verde, o projecto Diversidade Pró-Cultura do Instituto Camões e ainda a Fundação Calouste Gulbenkian. 

“O que a gente quer é que a dança chegue ao nível a que a música, as artes plásticas e a literatura já estão. Nós sentimos esse défice porque contamos nos dedos os bailarinos que são formados e que têm uma progressão. Então, a ideia é fazer que deixe de ser uma coisa amadora e passe a ganhar um outro nível”, sublinhou a responsável, admitindo já haver mudanças de pensamento, tanto nas crianças, como nos próprios pais. 

E para mostrar todo o potencial dos bailarinos, mas também das bailarinas, o grupo de ballet clássico da ALAIM já tem agendadas algumas apresentações em São Vicente, Santo Antão e Santiago, que aguarda somente pela redução dos casos de covid-19 no País. 

Janaína Alves assegurou, por outro lado, que ainda há espaço para receber mais meninos, dentro da modalidade gratuita, que deverá aumentar as bolsas a partir do mês de Setembro com a abertura do novo ano lectivo. 

Sendo assim, como apelativo, lembrou que o ballet clássico “não é só dança, mas além da parte física, treina também outras valências como disciplina, compromisso, inteligência e musicalidade”, através deste desporto “muito dinâmico” que “pode ser feito por pessoas com qualquer tipo de corpo e de todas as idades”. 

LN/HF

Inforpress/Fim 

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