São Vicente: Agentes culturais do Mindelo pedem adesão em massa à manifestação do dia 14

Mindelo, 13 Jan (Inforpress) – Os agentes culturais de São Vicente pediram adesão em massa à manifestação marcada para esta quinta-feira, 14, contra uma “política cultural mal organizada e com base no silêncio”, conforme avançou o porta-voz, Aderson Soares.

Segundo a mesma fonte adiantou à Inforpress, os profissionais da cultura, em São Vicente, decidiram juntar-se ao evento a ser realizado a nível nacional e querem juntar o máximo possível de agentes como produtores, músicos, actores, casas de actividades nocturnas e outros.

“Queremos saber do Governo qual a forma que vamos fazer a nossa retoma, porque estamos parados há 10 meses e até agora não temos nenhum feed back”, considerou Aderson Soares, criticando as “decisões unilaterais” tomadas até agora, quando os agentes culturais querem “ser ouvidos e ajudar na saúde pública, na saúde económica e também ajudar as empresas e famílias”.

Por isso, o produtor cultural espera a participação de todos na manifestação que, no Mindelo, tem concentração fixa na Praça Dom Luís a partir das 16:00 e em que devem os participantes estar trajados de t-shirt preta e máscara cirúrgica azul.

“Queremos ver mudanças nessa política cultural mal organizada e com base no silêncio”, asseverou a mesma fonte, para quem, se o sector continuar nesse caminho, vai “afundar ainda mais as empresas e ajudar a acumular dividas”.

Isto porque, defendeu, apesar das medidas tomadas, entre as quais as moratórias de crédito, têm de ser pagas e as “empresas não conseguem viver a vida inteira de lay-off”.

“Tudo isso tem de ser revisto e precisamos ser ouvidos para retomarmos as nossas actividades com toda a segurança e as medidas que forem necessárias”, reiterou Aderson Soares, adiantando que não estão a pedir para organizar festas, mas sim “trabalhar com dignidade e ajudar o sector e vários outros que estão dependentes da cultura”.

A Marcha dos Agentes Culturais de Cabo Verde é uma iniciativa, segundo os promotores, da sociedade civil, independente e visa essencialmente a demonstração pública da precariedade do sector das artes, cultura, entretenimento: a Indústria criativa.

Para tal, um conjunto de entidades, individuais e colectivas, formais e informais, apela a todos os artistas, produtores, promotores e técnicos, profissionais da cultura e das indústrias criativas que se juntem a este apelo nacional, no dia 14 de Janeiro, às 16:00, em vários pontos do país.

“Em causa está a estagnação do sector, e consequente impacto económico de estar paralisado há mais de 10 meses, sem nenhuma posição oficial das entidades competentes com medidas de mitigação do impacto da pandemia”, asseguram.

Pretende-se, com esta manifestação, sensibilizar as autoridades e os cabo-verdianos, para a real dimensão desta indústria criativa e as consequências e impacto sócio-económico de um “sector esquecido pelas entidades competentes”.

LN/JMV

Inforpress/Fim

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