São Vicente: Activista teme pela destruição do património histórico do Mindelo e pede acção à sociedade civil

 

Mindelo, 09 Out (Inforpress) – O activista social cabo-verdiano, Maurino Delgado solicitou em carta enviada ao movimento cívico na ilha de São Vicente “SoKol 2017”, o apoio no sentido de este mobilizar a sociedade civil para a defesa do património histórico da cidade do Mindelo.

O actvista que diz “temer pelo arrasamento do património construído do Mindelo”, apresenta como exemplo, o plano que a Câmara Municipal de São Vicente tem para “destruir”, muito brevemente, o edifício do antigo consulado inglês, para, no mesmo espaço, surgir um empreendimento hoteleiro.

Conforme revelou, a autarquia concessionou, por 50 anos, com autorização da Assembleia Municipal, o espaço do ex-consulado inglês a uma empresa de construção civil, que ali irá construir um hotel.

Na carta dirigida ao Sokols 2017 – movimento que recentemente, a 05 de Julho, protagonizou uma manifestação de rua na cidade do Mindelo “protestando contra políticas de centralização de poderes por parte do Governo” e exigindo inclusive a autonomia para a ilha de São Vicente -, Maurino Delgado lamenta não ter forças para impedir a destruição do edifício, a “pior decisão” que a câmara tomou, ou está em vias de tomar, frisou.

Daí, pede a intervenção do movimento cívico para colocar um “ponto final nesta sanha de destruição do património histórico em nome de determinados interesses”.

O subscritor da carta refere que “apesar de discursos proclamatórios, não existem políticas consequentes nem do Governo, nem da câmara”, pelo que se torna necessário “mobilizar o povo para jornadas de cidadania”.

“Só uma grande movimentação popular poderá levar o poder a arrepiar caminho do absurdo e da contradição dos discursos políticos de ocasião”, escreve Maurino Delgado na missiva enviada ao Sokols 2017.

Na carta, com data de 19 de Setembro, Maurino Delgado refere-se ainda, a título de exemplo de casos de destruição do património histórico, o desaparecimento da antiga casa de Adriano Duarte Silva, do Fortim d`El Rei, do Miradouro Craveiro Lopes, e à iminência de desaparecer o Madeiral, o sítio onde, ainda no século 1800, chegou a água da localidade com o mesmo nome para abastecer a população da cidade.

“A hora é de acção!”, enfatiza Delgado.

AT/FP

Inforpress/Fim

 

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