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São Vicente: Abraão Vicente acredita que “maior ganho” destes cinco anos da Urdi foi consolidação do sector 

Mindelo, 30 Nov (Inforpress) – O ministro da Cultura e das Indústrias Criativas, Abraão Vicente, considerou domingo, no encerramento da feira de artesanato e design – Urdi, no Mindelo, que o ”maior ganho” destes cinco anos do evento foi a consolidação do sector.

Segundo a mesma fonte, esta edição da Urdi foi especial por vários motivos, sendo o principal a “força de acreditar e de não desistir”.

Abraão Vicente frisou assim a perseverança dos artesãos durante os cincos dias da feira, que não desistiram, mesmo com a pandemia que obrigou o evento a moldar-se aos novos tempos e a ter os pontos de venda nas próprias casas dos artesãos e nas diversas ilhas de Cabo Verde.

A Urdi, segundo Abraão Vicente, foi o único evento que resistiu à covid-19, graças ao empenho da equipa do Centro Nacional de Artesanato e Design (CNAD), a organização e dos artesãos.

“Cinco anos é suficiente para consolidar a marca e o conceito e para deixar a esperança de que, independentemente do resultado das eleições de 2021 e se serei eu ou outra pessoa à frente, eu tenho a certeza absoluta de que a equipa liderada por mim e esta equipa aqui no Mindelo liderada pelo Irlando, fez o melhor que pôde para que depois de cinco anos o artesanato estivesse em outro patamar”, defendeu.

Desta forma, considerou ainda Abraão Vicente, o resultado destas cinco edições foi a consolidação do sector, com o processo ainda em curso da certificação da classe, com o cartão do artesão, manual do artesão e a abertura, em 2021, do “único centro cultural construído de raiz pós-independência”, a nova infra-estrutura do CNAD.

Para o ministro da Cultura, a abertura do novo CNAD marcará o fecho de um ciclo e abertura de outro que será “absolutamente extraordinário pela projecção que se quer dar ao sector”.

O director do centro, Irlando Ferreira, considerou, por seu lado, que esta edição da Urdi mostrou que é “sempre possível fazer”.

Num discurso de agradecimentos, o responsável da feira disse que tiveram a oportunidade de, nestes dias, percorrer cerca de 60 casas dos artesãos, em São Vicente, algo que o encheu de “orgulho” por ver como foram recebidos com “tanta dignidade”.

“Não obstante, os espaços onde vivem, as condições que cada um tem, não obstante a Urdi não estar a acontecer na praça”, sublinhou a mesma fonte, assegurando que, mais do que fazer a feira acontecer, foi um “acto de bravura e de promoção do artesanato nacional, que esteve em todos os cantos de Cabo Verde”.

A cerimónia contou ainda com a participação do mestre-artesão, Marcelino dos Santos, em representação de todos os artesãos, e que disse que a classe quer “mais urdis” e a integração do artesanato nos currículos das escolas.

No evento foi ainda anunciado os vencedores do Prémio Djoy Soares, sendo estes Leonor Moreira, da Ribeira Grande de Santiago, como escolha da votação popular no Facebook, e Maria Firmina, da ilha de Boa Vista, escolhida pela equipa do CNAD.

LN/HF

Inforpress/Fim

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