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São Vicente: “A trilha subaquática da Laginha é uma ferramenta de educação ambiental e cabe a todos cuidar dela” – promotor

Mindelo, 21 de Ago (Inforpress) – A Trilha Subaquática da Enseada de Coral da Laginha, inaugurada hoje, é uma “ferramenta” de educação ambiental e “cabe a todos cuidar dela”, segundo um dos promotores da Iniciativa, Rui Freitas. 

Segundo a mesma fonte o projecto que já tem cerca de um ano, e foi feito à semelhante de uma outra trilha que ele próprio fez na Baía das Gatas em 2011, permitiu colocar em prática o saber-fazer. 

Um processo “muito participativo” com pessoas de vários quadrantes, que culminou na colocação de 16 placas caracterizando as espécies da enseada de coral, com um trajecto estimado em 350 metros. 

“É uma ferramenta de educação e cabe a todos cuidar dela”, sublinhou o biólogo denunciando já haver “indícios de vandalismo” das placas, apesar de a trilha ter sido colocada há 15 dias. 

Guilherme Mascarenhas, outro dos promotores, espera que a estrutura seja “mais um chamariz” para que mais mindelenses se interessem pelo mar. 

“Porque o mar é um lugar fantástico, que equilibra todo o planeta e que pode equilibrar o nosso estado de espírito e a nossa saúde”, sustentou o engenheiro que pediu às pessoas que vejam a beleza da enseada por dentro, onde já foram detectados 16 dos peixes endémicos de Cabo Verde e mais de 500 espécies. 

Rui Freitas lembrou, por seu lado, que a zona que vai da Cabnave até ao cais de pesca poderá ser o “último reduto”, que está “mais ou menos natural” e que significa um “oásis” para as espécies marinhas, situadas perto da costa. 

“Podemos em certa medida dizer que aqui é um ponto quente de biodiversidade, é uma zona de berçário e por acaso já visualizei espécies aqui que nunca visualizei em nenhuma outra parte de Cabo Verde”, considerou o biólogo, criticando o facto de a enseada ter sido escolhida pelas autoridades como ponto de saída de águas pluviais e ainda de uma descarga mensal de uma “água suja” da central da Electra ali situada. 

Por isso, espera que a trilha subaquática sirva de razão para os decisores mudarem a direcção desses “canhões de lama”, algo que já foi cogitado, mas que, “até agora, não aconteceu”.  

A cerimónia de inauguração contou com as presenças do Capitão dos Portos, da reitora da Universidade Técnica do Atlântico (UTA) e coordenadora da Escola do Mar, e do assessor do ministro do Mar, todos parceiros do projecto, e do coordenador de comunicação da Biosfera 1, associação financiadora da trilha, orçada em cerca de 200 contos. 

Todos se congratularam com a iniciativa pelo cunho ambiental e pela “mais-valia” para a praia e para o turismo, e pedem que seja preservada por todos. 

O projecto contempla outras iniciativas, tais como, o lançamento de um livro/catálogo sobre as “espécies marinhas da enseada d’coral da laginha”, a sair “muito brevemente”, a criação de uma brochura com as espécies mais visualizadas na trilha e ainda a criação de um site interactivo.  

O promotor Guilherme Mascarenhas disse, anteriormente, à Inforpress que entregaram ao Ministério do Mar uma proposta para elevar a enseada ao “estatuto de sítio de interesse científico”, com uma petição de cerca de 7.500 assinaturas, pedindo a “protecção, valorização e salvaguarda da zona”, mas, ajuntou, “ainda não há respostas sobre essa proposta”.   

A trilha subaquática tem como promotores Guilherme Mascarenhas e Rui Freitas, e conta com financiamento da ONG ambiental Biosfera I e conta com o apoio do Instituto do Mar (IMar) e de “muitos voluntários” de diversas áreas.   

LN/HF

Inforpress/Fim

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