São Salvador do Mundo: PAICV e MpD divergem na avaliação das Contas de Gerência de 2016

 

Achada Igreja, 16 Jun (Inforpress) – Os eleitos municipais do Partido Africano de Independência de Cabo Verde (PAICV) e do Movimento para a Democracia (MpD) analisaram hoje de forma diferente, as contas de gerência de 2016 da Câmara Municipal de São Salvador do Mundo (Santiago).

Durante a segunda sessão ordinária da Assembleia Municipal, que teve lugar na Escola Secundária Carlos Alberto Gonçalves, em Achada Leitão, a Câmara Municipal apresentou um relatório dividido em duas partes, isto é, Janeiro a Setembro, referente ao mandato da equipa cessante e Outubro a Dezembro referente ao mandato da nova gestão.

O MpD apreciou de forma positiva este relatório, pois, segundo considerou o seu líder, Edson Moreira, a actual equipa camarária conseguiu no acto da gestão de coisa pública exercer com “transparência, legalidade e com percepção de interesse público”.

O PAICV, pelo facto de a edilidade não ter assumido o relatório de Janeiro a Setembro de 2016, negou apreciar esse instrumento, justificando que a edilidade deveria assumir o relatório na sua plenitude.

“Mesmo que a lei permite apresentar o relatório em duas partes, não deixa de ser uma má decisão da câmara em não assumir as contas de gerência do mandato de Janeiro a Setembro”, disse.

Para o líder da bancada do PAICV, José Lopes, aquilo que a edilidade diz que foi o seu investimento “é irrisório”, porque na prática nada foi feito.

A Câmara Municipal segundo o presidente, Ângelo Vaz, justifica que houve separação em duas partes do relatório, (Janeiro a Setembro e Outubro a Dezembro), uma vez que a actual equipa assumiu funções a partir de Setembro de 2016, por isso entenderam apresentar somente o relatório da sua gestão.

“Achamos que não é justo apresentar o de Janeiro a Setembro, porque não temos responsabilidade sobre ele, embora assumimos a responsabilidade enquanto Câmara Municipal. São dois relatórios (…) em que um tem que ser assumido pelo PAICV e outro tem que ser assumido pela nossa gestão”, explicou.

Para Ângelo Vaz, a avaliação dos três meses do seu mandato é positiva, pois, conseguiram atingir uma taxa de execução na ordem dos 25 por centos (%), e isso ao seu ver demonstra que conseguiram resultados “muito melhores” do que a gestão do PAICV, durante o ano de 2016.

Destacou a capacidade de arrecadação de receitas que no seu entender, acabou por ser “fundamental para a gestão” do seu município, pois, no início da sua gestão atravessaram algumas dificuldades financeiras, devido às dívidas herdadas.

AM/FP

Inforpress/Fim

 

 

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