São Miguel: 22 mulheres certificadas em Corte e Costura beneficiaram de Ateliê de Costura

Calheta, 31 Ago (Inforpress) – O presidente da Câmara Municipal de São Miguel (CMSM) afirmou hoje que o Ateliê de Costura, aberto na sexta-feira,  vai beneficiar 22 mulheres do município, destacando que esta iniciativa empresarial vai ao encontro da visão que sua equipa tem com o município.

“Estamos a trabalhar no sentido de garantir a inclusão económica dos nossos munícipes, em particular das mulheres de São Miguel”, explicou Herménio Fernandes.

O autarca falava à imprensa, à margem da entrega do certificado e da abertura do Ateliê de Costura a 22 mulheres do município,  que beneficiaram da formação em “Corte e Costura, Recreativa e Utilitária”, promovida pela Associação de Gestores, Empresários e Profissionais Católicos de Cabo Verde (AGEPCV), em parceria com a CMSM e o Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP), no Salão Nobre da Câmara.

Segundo Herménio Fernandes, a sua equipa está a trabalhar para que haja “mais emprego no município, novas empresas e novos negócios”, acreditando que este é o “caminho” para o crescimento e desenvolvimento inclusivo do concelho.

O presidente assegurou que este é um projecto “muito caro”, por isso chama a atenção das mulheres e jovens, apelando-os a acreditarem, porque, ajuntou, “esta é a via” para a produção económica  e que “dá autonomia e garante a felicidade das pessoas”.

Por seu turno, o presidente do IEFP, Paulo Santos, afirmou que esta iniciativa tem impacto no emprego, sublinhando que  este Atelier de Costura permite essas mulheres produzirem e venderem para que tenham acesso a um rendimento.

“Toda a iniciativa que tem impacto no emprego, inserção de pessoas no mercado de trabalho e acesso ao rendimento, estamos disponíveis a abraçar”, reiterou.

De acordo com o responsável, o IEFP está a trabalhar com foco em atingir os Objectivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS), principalmente em “erradicar a pobreza e fazer com que todos tenham acesso ao rendimento”.

Segundo a mesma fonte, o IEFP está pronto para abraçar qualquer entidade com este tipo de iniciativa, por isso chama a atenção aos parceiros e a sociedade civil para que trabalhem em parceria para que consigam alcançar “bons resultados”.

Por sua vez, a presidente de AGEPCV, explicou que este projecto teve várias fases, nomeadamente a formação em Corte e Costura, Recreativa e Utilitária, como também formação em empreendedorismo, Planear e Iniciar o Seu Negócio (PIN), para além da abertura do Atelier de Costura e entrega de certificado aos formandos e a instalação da cooperativa.

A beneficiária Ângela Miranda afirmou que está esperançosa, acreditando que esta cooperativa vai avançar com o engajamento de todos, realçando que é uma forma de obter rendimentos.

Agradecendo os responsáveis pela oportunidade, esta formanda disse que está a ver este projecto como “futuro sustentável” que garante rendimento da sua família.

Apelou aos parceiros a não desistirem da cooperativa, para que juntos consigam desenvolver este projecto.

Este Atelier de Costura é uma cooperativa que vai ser gerida pelas mulheres certificadas em Corte e Costura, Recreativa e Utilitária, financiada pelo governo de Cabo Verde, através do IEFP, num valor 1 200 contos.

VC/JMV

Inforpress/Fim

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