São Lourenço dos Órgãos: MAA socializa instrumentos de gestão do Parque Natural Serra Pico de Antónia

João Teves, 06 Set (Inforpress) – O Ministério da Agricultura e Ambiente (MAA) promoveu hoje um encontro de socialização dos instrumentos de gestão do Parque Natural Serra Pico de Antónia, em São Lourenço dos Órgãos, visando recolher subsídios e contribuições para a sua melhoria.

O ateliê de socialização dos instrumentos de gestão desta área protegida, designadamente o plano de ordenamento e gestão e o plano de ecoturismo e negócios, no âmbito do projecto Biodiversidade e Turismo (BIO-TUR) teve lugar no Centro Interpretativo “Kintal de Nós Djentis”, em São Jorge, São Lourenço dos Órgãos (ilha de Santiago).

Os dois instrumentos de gestão apresentados hoje às entidades governamentais, organismos locais e ao cidadão em geral, contou com a presença do ministro da Agricultura e Ambiente, Gilberto Silva, do representante do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) em Cabo Verde, Steven Ursino, e da directora nacional do Ambiente, Ethel Rodrigues.

Para o titular da pasta da Agricultura e Ambiente esta área protegida de cerca de 2.900 hectares de terreno, num perímetro de 34 quilómetros, é “especial” de entre os parques naturais, por ser “transfronteiriça”, ou seja, envolve cinco municípios da ilha de Santiago: Ribeira Grande, Santa Catarina, São Salvador do Mundo, São Lourenço dos Órgãos e São Domingos.

O governante acrescentou ainda que a mesma é “especial” por representar um dos dois “grandes maciços” existentes na ilha de Santiago, que segundo ele, de certa forma determinam todo o clima, a vegetação, a flora e fauna, as características dos solos, e ainda por ali nascer várias bacias hidrográficas.

Daí, afirmou que o Governo reconhece os valores desta área protegida, quer do ponto de vista geodiversidade e biodiversidade, do seu valor paisagístico, do seu papel no desenvolvimento socioeconómico da ilha de Santiago e do seu potencial para o desenvolvimento do turismo, sobretudo, o de montanha, de natureza e rural, que constam da estratégia do País para a diversificação do turismo.

Por outro lado, lembrou que o projecto BIO-TUR, orçado em 4,6 milhões de dólares, que envolve também áreas protegidas, das ilhas do Maio, Boa Vista e do Sal, contribuirá para a consolidação da natureza, através das áreas protegidas de Cabo Verde.

Por isso, Gilberto Silva defendeu que antes de se expandir ainda mais as áreas protegidas, convém, a seu ver, reforçar a gestão das existentes, para se puder consolidar toda a política do país para a conservação da natureza e dos recursos naturais e integração desses objectivos no desenvolvimento económico e social de Cabo Verde.

Por sua vez, o representante do PNUD em Cabo Verde, Steven Ursino, lembrou que este projecto tem como objectivo apoiar a integração da biodiversidade no sector do turismo, procurando reforçar a conservação da biodiversidade do arquipélago, através da operacionalização de um novo sub-conjunto de áreas protegidas das ilhas de Santiago, Sal, Boa Vista e Maio.

Por isso, disse não ter dúvidas que o referido projecto impulsionará e servirá de base a uma nova geração de projectos que integram a questão do ambiente nos diversos sectores, nomeadamente económicos, da governação sustentável dos recursos naturais, contribuindo de forma real para o desenvolvimento sustentável do País.

Steven Ursino aproveitou, igualmente, para reafirmar a disponibilidade do PNUD em continuar a investir e apoiar o Governo, através do MAA, no desenvolvimento sustentável da biodiversidade de Cabo Verde.

Além da apresentação da proposta final dos dois instrumentos de gestão, o encontro serviu ainda divulgar os resultados do concurso para criação do logotipo do Parque Natural da Serra Pico de Antónia e do recém-criado Parque Natural da Baía do Inferno e do Monte Angra, situado a sul da aldeia piscatória de Porto Rincão, Santa Catarina, e a noroeste da aldeia piscatória de Porto Mosquito, e Ribeira Grande, na ilha de Santiago.

Os dois instrumentos, segundo a Direcção Nacional do Ambiente (DNA), asseguram uma boa conservação e protecção das espécies e serviços dos ecossistemas que estas áreas protegidas proporcionam.

O projecto BIO-TUR é co-financiado pelo Fundo Global para o Ambiente (GEF), PNUD e Governo de Cabo Verde e executado pelo MAA, através da Direcção Nacioanl do Ambiente (DNA), em parceria, com o Ministério do Turismo e Transportes, durante o período 2017-2022.

FM/CP

Inforpress/Fim

Facebook
Twitter
  • Galeria de Fotos