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São Filipe: Vereador da oposição contra o “esbanjamento de dinheiro” pela edilidade

 

São Filipe, 21 Jul (Inforpress) – O vereador sem pasta da Câmara Municipal de São Filipe, Eugénio Veiga, insurgiu, quinta-feira, contra o “esbanjamento de dinheiro” com “contratação duvidosa” de obras e “financiamento de dezenas de líderes ideológicos” por parte da edilidade.

“A instituição camarária devia parar de pagar renda ao edil, deixar de esbanjar dinheiro com contratação duvidosa das obras e continuar a financiar dezenas de líderes ideológicos em vez de tentar mobilizar recursos financeiros de forma indevida”, afirmou o vereador eleito pelo PAICV (oposição), ao contestar o loteamento na linha de água para posterior venda aos munícipes para edificação.

Para Eugénio Veiga, a câmara devia deixar de pagar renda ao presidente para morar em parte da sua residência porque, segundo ele, “existem moradias com dignidade” para as funções, assim como deixar de atribuir o apoio financeiro a líderes ideológicos, cujos recursos “são utilizados para promoção de actos não muito dignos para o combate a pobreza e a dignificação da vida humana”.

Defende que a edilidade deve “gerir melhor” os empréstimos obtidos, observando que o modelo “é de todo estranho”, porque é a primeira vez que uma entidade tenha contraído empréstimo bancário e recebido de uma só vez todo o montante (150 mil contos).

“Significa que os encargos da dívida serão superiores aos habituais, porque [a câmara] começa a pagar os encargos na totalidade, quando devia levantar o montante de acordo com o faseamento e desenvolvimento das obras”, acrescentou o antigo presidente da câmara.

Eugénio Veiga pede ao presidente da Câmara Municipal, Jorge Nogueira, para evidenciar as condições de contratação das obras em curso, porque, segundo ele, apesar da insistência sobre as condições técnicas e financeiras em que as obras estão a ser realizadas, a câmara continua a não disponibilizar os dados.

Disse que a colocação de relvas nas estruturas desportivas de São Lourenço e Lém, só para aquisição e colocação de relvas custam 23 mil contos, mas sem o orçamento relativo a todo o processo de preparação, acrescentando que gostaria de ter os dados para poder fazer comparação daquilo que está a gastar nas obras iniciadas pela sua equipa (uma de raiz e outra desenvolvida) com a obra de III Congresso muito criticada no passado por Jorge Nogueira.

Eugénio Veiga quer ter estes dados para poder entender se o actual edil “terá a coragem de levar este caso à Procuradoria-Geral da República” para averiguar onde o dinheiro terá sido bem ou mal utilizado, acrescentando que o trabalho feito com terraplanagem e obra de arte no campo de Congresso vale muito mais do que as obras que estão a ser feitas em São Lourenço e Lém.

O vereador eleito pelo PAICV adiantou, ainda, a que a relva adquirida na altura para este campo foi colocada no estádio 5 de Julho e que parte dos equipamentos (cadeiras) vai ser utilizada no campo de São Lourenço e que outra parte tinha sido utilizada no polidesportivo Simão Mendes.

Com isso, salientou Eugénio Veiga, fica esclarecido “quem terá utilizado judiciosamente o dinheiro municipal e quem poderá estar a utilizá-lo para fins próprios e para companheiros de luta”.

JR/CP

Inforpress/Fim

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