São Filipe: Irmãos Capuchinhos lutaram pela dignidade da pessoa humana e foram a voz da liberdade – PM

São Filipe, 29 Abr (Inforpress) – Os Irmãos Capuchinhos estiveram em tudo que representa a luta pela dignidade da pessoa humana e foram a “voz da liberdade” numa altura que não havia a liberdade, disse o primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva.

O chefe do Governo fez estas declarações durante a cerimónia de condecoração dos Irmãos Capuchinhos com o primeiro grau da Medalha de Mérito Altruísta, pelo contributo dado em prol das comunidades e pelas actividades filantrópicas, no ano em que se celebra os 70 anos da chegada da congregação a Cabo Verde.

Segundo o primeiro-ministro, os Capuchinhos, através do Jornal Terra Nova, foram a “voz dos excluídos”, indicando que a luta pela dignidade da pessoa humana é também visível através da educação (escolar, humanística e cristã), saúde, cultura, acção social e uma grande força de comunicação através da Radio Nova.

Ulisses Correia e Silva enumerou um conjunto de obras edificadas e que são “símbolos importantes”, quer em São Filipe e no Fogo, como em São Vicente, Brava e Santa Cruz (Santiago), que para o mesmo constituem “marcas indeléveis” da presença dos Capuchinhos em Cabo Verde e que perduram no tempo e representa aquilo que foi e tem sido a presença no nosso país, razão pela qual o Governo, em nome dos cabo-verdianos, reconhece todo o percurso e contribuição.

“O gesto e o simbolismo são mais importantes”, disse o primeiro-ministro ao entregar a medalha e o respectivo diploma ao representante dos Irmãos Capuchinhos, Frei António Fidalgo.

Este considerou, por seu lado, que os missionários não fazem obras à espera de condecorações, mas para atingir outras metas, indicando que quando chegam num determinado sítio, antes de construir uma capela, constroem escolas porque entendem que a formação humana é a base para a formação espiritual.

Endereçou o reconhecimento a todos os missionários da congregação dos Irmãos Capuchinhos já falecidos, a título póstumo, assim como ao Pe. Camilo, por aquilo que fizeram ao longo dos 70 anos.

Actualmente, os Irmãos Capuchinhos, que durante 30 anos tomara conta das paroquias da ilha do Fogo, estando presentes em seis ilhas e sete paroquias com um total de 40 frades dos quais, seis são italianos.

JR/AA

Inforpress/Fim

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