São Filipe: GPAIS exige solução sobre extracção de inertes como forma de “dinamizar” a economia na ilha do Fogo

 

São Filipe, 23 Jun (Inforpress) – A comissão permanente do Grupo Por Amor Incondicional por São Filipe (GPAIS) considera que metade da população desse município está parada, sem trabalho, devido à interdição da extração de inertes para o sector da construção, “e que quem devia falar sobre isso está calado”.

Através do seu líder e vereador na edilidade de São Filipe, Luís Pires, GPAIS considera que “há oito meses que camionistas, ajudantes, mestres de obra, pedreiros, serventes, eletricistas, carpinteiros, pintores, canalizadores, comerciantes que vendem materiais de construção civil e trabalhadores de um modo geral, estão quase parados, sem ganhar um dia de trabalho para sustentar as suas famílias, isso devido à falta de inertes para o sector da construção civil.

Conforme explicou Luís Pires, até Setembro de 2016, altura em que esteve à frente da gestão do município de São Filipe, funcionou uma Comissão Intermunicipal de Extração de Inertes, integrando representantes dos camionistas, da Agência Marítima e Portuária (AMP), do Ministério do Ambiente, dos operadores económicos e das três câmaras municipais da ilha, numa gestão que privilegiava o diálogo e a negociação sobre apanha de areia, e “não houve conflitos com os ambientalistas e o projecto Vitó até ganhou um espaço de trabalho”.

“Foi graças a este processo que se abriu uma estrada de acesso a Fonte Nobo, localizada entre as praias de Nossa Senhora da Encarnação e de Fonte Bila, para a extração transitória e controlada de areia, libertando deste modo a praia de Fonte Bila, enquanto se desenvolveu um dialogo intenso para a criação de empresas produtoras de inertes e outras soluções mais amigas do ambiente” indicou Luís Pires, para quem, “infelizmente a questão está ainda em banho-maria”.

Para o Grupo Por Amor Incondicional por São Filipe (GPAIS), durante os últimos oito meses, “há a tentação, por parte de protagonistas do passado e do presente, em mandar as tartarugas para irem depositar os ovos no Ilhéu”.

O problema que se coloca, explicou, é que se iniciou a requalificação da estrada de acesso a Fonte Bila, com os trabalhos de drenagem de água concluída agora, mas sem qualidade e garantia desejadas.

“O pior é que depois de oito meses sem areia, estamos a entrar no mês de Julho, período da desova das tartarugas, o que significa que até Outubro ou Novembro, o problema vai ficar sem solução, deixando metade da população parada e sem meios de produção”, sustentou o líder do GPAIS.

“Já é hora de o poder público conciliar a preservação do ambiente com o desenvolvimento sustentável, porque o povo quer uma solução, sem conto e sem conversa”, enfatizou.

JR/FP

Inforpress/Fim

 

Share on facebook
Facebook
Share on twitter
Twitter
[wd_asp elements='search' ratio='100%' id=2]
    • Categorias

  • Galeria de Fotos