São Filipe: Equipa camarária está na embalagem da visão estratégica encontrada e da qual não consegue libertar-se – Luís Pires

 

São Filipe, 28 Jun (Inforpress) – A equipa camarária de São Filipe ainda está na embalagem da visão estratégica para o desenvolvimento encontrada e da qual não consegue livrar-se e continua gatinhando em cima das pedras e projectos deixados, disse o líder do GPAIS e ex-autarca, Luís Pires.

Em conferência de imprensa, Luís Pires, enquanto líder da Comissão Permanente do Grupo Independente por Amor Incondicional a São Filipe (GPAIS), acusou o edil , Jorge Nogueira, de insensibilidade social, afirmando que com os recursos que a edilidade vai ter que mobilizar ou com financiamento próprio, novos trabalhos já deveriam estar realizados.

“Esperamos que o presidente da Câmara não continue mudo e calado como tem sido e estado desde 04 de Setembro, pois fosse noutros tempos, ele (Jorge Nogueira) ia ao porto de Vale dos Cavaleiros esfregar os pés no chão a querer impedir que doentes fossem transferidos de barcos”, disse o ex-autarca e líder do GPAIS, acrescentando que “ninguém sabe por onde anda um tal Jorge Nogueira”.

Para o GPAIS, começa a ficar “preocupante ou mesmo escandalosa” a falta de sensibilidade da Câmara que não cria alternativas para o emprego, continuando a ignorar o sofrimento da população mais pobre, sem nenhum rendimento e sem assistência na doença.

O dirigente sublinhou que o edil “faz orelhas moucas ao desespero da população sem água para o seu consumo, desbaratando dinheiro público sem critérios justos, transparentes e democráticos”.

Luís Pires adiantou que há muitos projectos que estão parados, não obstante financiamentos existentes para o sector da educação, turismo (Salinas) e muitos outros que a Câmara herdou, sublinhando que a actual equipa herdou projectos financiados e bem alinhavados num valor superior a 600 mil contos e que deviam estar em execução.

Sobre o co-financiamento de pequenos projectos das pessoas desempregas, sem rendimento ou baixa renda para implementação de actividades geradoras de rendimento, Luís Pires afirma que se trata de “uma estratégia de remendar a situação e de pagar favores”, mas sem especificar a quem, acrescentando que o edil tem de justificar porque desconhece-se, até este momento, os critérios utilizados na distribuição destes montantes às pessoas “bem identificadas”.

O ex-autarca disse que não obstante as condições difíceis em que geriu a edilidade de São Filipe, entre 2012 e 2106, trabalhou “arduamente”, tendo desenhado a visão estratégica para São Filipe e que actual equipa não consegue descolar-se dessa visão estratégica para São Filipe, por ser uma Câmara que não trabalha.

JR/JMV

Inforpress/Fim

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