São Filipe: Dois clientes de uma instituição financeira cujas contas foram violadas por terceiros vão recorrer ao tribunal

São Filipe, 13 Abr (Inforpress) – Dois indivíduos, clientes de uma instituição financeira, cujas contas terão sido violadas e movimentadas por uma pessoa estranha,  vão intentar uma acção judicial contra a instituição, no sentido de reaver o montante levantado.

As contas foram movimentadas pela mesma pessoa em agências de uma instituição bancária situadas na ilha de Santiago, e num dos casos, fala-se em mais de quatro mil contos e noutro num valor superior a 500 contos, sendo que no conjunto os dois indevidos reclamam cerca de quatro mil e 500 contos.

Os dois indivíduos contactaram um escritório de advocacia em São Filipe para as “démarches” necessárias para intentar a acção judicial contra a própria instituição que emitiu cheques e procedeu ao pagamento dos montantes.

Contactado pela Inforpress, o advogado dos indivíduos lesados não avançou com detalhes sobre o caso, mas confirmou ter sido contactado para avançar com o processo e que, inclusive, um dos processos já está a decorrer os seus trâmites no tribunal judicial da comarca de São Filipe.

O caso é do conhecimento da instituição financeira que inclusive já repassou todas as informações judiciais competências para investigação, segundo uma fonte contactada sobre este caso.

O suspeito de movimentar as contas de terceiros foi identificado e segundo uma fonte da instituição financeira, além de falsificar a assinatura, o mesmo falsificou os bilhetes de identidade dos titulares das contas, sendo que as movimentações foram feitas em agências fora da ilha do Fogo.

Segundo consta, o individuo solicitava às autoridades policiais uma declaração de que o seu bilhete de identidade tinha extraviado ou perdido e depois pedia uma certidão em nome do titular da conta para obtenção de novo bilhete de identidade que trazia todos os dados do titular da conta mas com a foto do suspeito, processo que facilitou o acesso e a movimentação das contas.

Além dos dois indivíduos lesados, um operador económico na área de marcenaria e outro na área de comércio, há também uma terceira vítima, mas só que a quantia subtraída desta foi insignificante numa das instituições financeiras e mais avultada numa outra.

Os factos ocorreram há vários meses e perante o silêncio das instituições em dar esclarecimentos aos lesados e na reposição dos valores, estes optaram por recorrer às instâncias judiciais.

JR/JMV

Inforpress/Fim

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