São Filipe: Atraso na chegada de equipamentos na base da demora do arranque do primeiro campo tecnológico

São Filipe, 01 Set (Inforpress) – O atraso na chegada dos equipamentos ditou a demora no arranque do primeiro campo tecnológico denominado “São Filipe coding summer boot camp” destinado a 40 crianças, adolescentes e jovens de São Filipe, com idades entre 10 e 18 anos.

Programado para começar em princípio de Agosto, o campo só arrancou na semana passada com a chegada dos equipamentos e materiais adquiridos no Canadá, referiu o presidente da câmara, Nuías Silva, no acto formal da abertura do “São Filipe coding summer boot camp”.

Esta iniciativa, segundo explicou o edil de São Filipe, visa oferecer oportunidade para as crianças, adolescentes e jovens estudantes do município uma actividade alternativa de verão que lhes permitam apreender a codificação e entrar mais no mundo da tecnologia.

O autarca sublinhou que esta primeira edição tem ainda por finalidade transformar os consumidores da tecnologia em produtores de tecnologias, lembrando que o recurso mais importante de Cabo Verde é a capacidade humana, mas precisa de orientação para ser transformadores do futuro.

Não obstante o atraso registado no seu arranque, Nuías Silva garantiu que a formação vai ser dada “com qualidade e por formador experiente e com capacidade pedagógica”, sendo que na última semana de Setembro será realizada a feira de tecnologia com a exposição dos trabalhos.

“A câmara continua a conceder apoio organizado para quem precisa, mas o seu foco é ajudar a mudar a mentalidade, através da criação de autoestima para busca de soluções para os problemas”, referiu Nuías Silva.

É por esta razão que, segundo o autarca, a câmara investe muito na educação e formação, gastando mais de 60 mil contos nos vários domínios de educação, desde transporte escolar, subsídios aos estudantes e no trabalho para instalação do ensino superior na ilha.

Esta primeira edição do “São Filipe coding summer boot camp” é financiada pelo PNUD e a sua implementação é assegurada pelo Greenstudio/Riftone Technologies, uma empresa nacional com experiência nesta matéria, no quadro de um protocolo celebrado no passado mês de Julho.

O engenheiro informático Erickson Carvalho Vaz disse que a formação está dividida em quatro módulos e que no final os participantes vão criar um ‘smartphone’, um sistema de estacionamento inteligente em que, através de controladores em alguns dos estacionamentos da cidade, disponibilizam informações sobre espaços livres para estacionamento.

Igualmente vão criar um sistema de “casa inteligente” e de “horta inteligente” que permite, no caso de casa, ligar/desligar equipamentos à distância e no que se refere à horta controlar nível de temperatura, de água, proceder à rega quando as plantas necessitam da água, entre outros.

O número de inscritos foi superior à disponibilidade, o que levou a câmara a fazer uma selecção dos participantes nesta primeira edição.

No acto formal da abertura, que contou com a presença de pais e encarregados de educação, foram distribuídos aos participantes um kit com t-shirts, blocos de notas e cantil para transporte de água/refrigerante.

A vereadora da Educação, Eva Spínola, disse que a formação vai até a véspera do início das aulas e que na última semana de Setembro será realizada a feira tecnológica.

JR/CP

Inforpress/Fim

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