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São Filipe: Associação equaciona transferir Centro de Formação Profissional de Ponta Verde para as mãos do Governo

 

São Filipe, 06 Jun (Inforpress) – A Associação Água para Viver, proprietária do Centro de Formação Profissional de Ponta Verde, fechado há cerca de quatro anos, equaciona transferi-lo temporariamente para o Governo, evitando a deterioração dos equipamentos instalados para as várias vertentes formativas.

Adolfo Rodrigues, um dos responsáveis da Associação, disse à Inforpress que o centro que já formou dezenas de jovens nas áreas de electricidade, canalização, carpintaria e alumínio, está fechado desde meados de 2014, sendo que a última acção formativa realizada no espaço foi um curso de electricidade ministrado pelo Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP), através do centro de emprego da ilha.

Adolfo Rodrigues explicou que o centro de Ponta Verde, que dispõe de alvará para realização de acção de formação profissional e com todas as condições em termos de espaços físico, tem quatro salas de formação e um salão que pode ser usado para outros fins, e equipamentos para quatro áreas formativas, mas que não dispõe de condições financeiras para funcionar de forma autónoma.

Durante o período em que funcionou, refere o responsável da Associação Água para Viver, contava com parcerias de outras instituições como a Embaixada dos Estados Unidos da América, Comissão Regional de Parceiros (CRP) do Programa de Luta contra Pobreza, Instituto de Emprego e Formação Profissional, Bornefonden, mas com a cessação das parcerias o centro acabou por fechar as portas.

Adolfo Rodrigues disse que vários cenários foram equacionados, sendo um deles, associar o centro ao Ministério da Educação para que funcione como um pólo de via técnica para a região Fogo e Brava, com hipótese de receber uma média de 200 alunos/ano, mas os delegados do Ministério da Educação, apesar de considerarem a ideia excelente, não desencadearam mecanismo para que tal acontecesse.

Outro cenário, igualmente sem sucesso, foi tentar associar este centro à Câmara Municipal de São Filipe.

Neste momento resta a associação transferir a infra-estrutura, ainda que temporariamente, ao Governo, para funcionar o centro e evitar a deterioração dos materiais e equipamentos que representam um investimento na ordem dos 40 mil contos.

Adolfo Rodrigues disse que durante este período, algumas instituições manifestaram interesse para financiar algumas actividades formativas e fazer funcionar o centro, nomeadamente uma acção formativa na área de frio, que devia contar com financiamento de Cooperação Luxemburguesa, assim como um cidadão que terá disponibilizado para intermédia a sua cedência a outra instituição, mas sem a concretização.

“A cedência, ainda que temporária, é a única saída neste momento para a reabertura do centro”, disse Adolfo Rodrigues, para quem a instalação de um pólo de via técnica, que não existe na região, seria o ideal.

JR/JMV

Inforpress/Fim

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