São Filipe: Arranque das obras do empreendimento “Aloé Vera” depende da garantia da revisão do PDM

 

São Filipe, 15 Abr (Inforpress) – As obras da construção do empreendimento turístico “Aloé Vera”, prevista inicialmente para o ano passado, depende da garantia das autoridades municipais em rever e alterar o PDM da zona industrial para zona turística.

A Câmara Municipal elege o turismo como um dos pilares fundamentais para o desenvolvimento económico, social e cultural do Fogo e de São Filipe, e num documento encaminhado à Assembleia Municipal destaca que alguns investidores já começaram a despertar pelas enormes potencialidades existentes e estão a dar os primeiros passos para o seu aproveitamento, como é o caso de “Aleo Vera”.

De acordo com este documento, para a construção do empreendimento em apreço os investidores exigiram duas condições básicas, sendo uma relacionada com a iluminação do aeródromo de São Filipe, cujo processo foi já iniciado e dá satisfação aos investidores, e a segunda prende-se com a revisão do Plano Director Municipal (PDM) de São Filipe e a consequente alteração do espaço onde será edificado Aleo Vera de modo a passar de área industrial para turística.

A edilidade cessante tinha deliberado neste sentido e inclusive tinha um parecer do Instituto Nacional de Gestão do Território (INGT) para fazer o ajuste ao plano de forma a compatibilizar o uso de indústria ligeira com turístico, mas a actual edilidade considera que estes dois usos são incompatíveis, e não responde às intenções dos investidores, já que ter indústrias ligeiras ao lado de unidades hoteleiras poderá trazer algum desconforto aos futuros utentes deste espaço turísticos de excelência que se pretende construir.

Assim a edilidade pretende efectuar a revisão do PDM e contactos estão sendo estabelecidos, devendo o processo ser feito de forma faseada, respeitando o período mínimo obrigatório para elaboração, consulta pública, esclarecimentos e respostas, aprovação final, rectificação e sua publicação, facto que nunca seria concluído com sucesso antes de seis meses.

Dado ao elevado interesse público do investimento e a sua importância para o desenvolvimento socioeconómico, situação que por si só justifica a suspensão e revisão do PDM, a edilidade propõe ao órgão deliberativo, a Assembleia Municipal, a alteração futuro do PDM, mas antes exige uma garantia de tal revisão.

Como os investidores querem começar a obra o quanto antes e o período para a revisão é tempo demasiado para esperar, a edilidade solicitou à Assembleia uma espécie de “carta compromissória” de que este órgão irá aprovar a revisão, alterando a zona destinada a indústria par zona turística, o mais breve possível, criando assim as condições para que os investidores possam iniciar as obras da construção do hotel.

O empreendimento contempla a construção de um hotel de cinco estrelas e SPA, áreas destinadas à produção industrial e transformação de Aloé Vera (babosa), zonas de apartamentos e vilas e ainda zonas destinadas à actividade comercial, de entre outros, ocupando uma área de cerca de 15 hectares de terreno que foi adquirido há alguns meses.

O projecto será executado por fases sendo que na primeira fase (construção de um hotel de cinco estrelas que no final terá 150 quartos) o investimento deverá rondar os 28 milhões de euros, mais de três milhões de contos cabo-verdianos, para a segunda (produção de aloé vera e transformação) outros 25 milhões de euros, cerca de dois milhões setecentos contos cabo-verdianos, além de uma terceira fase vai incidir sobre imobiliária turística.

A previsão é para que o empreendimento Aloé Vera venha assegurar emprego directo a 200 pessoas e indirecto, entre 120 e 150 postos de trabalho, e movimentar, cerca de seis mil visitantes/ano, uma média de 120 visitantes por semana.

JR/FP

Inforpress/Fim

 

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