São Filipe: A Câmara actual é demasiada preguiçosa e ainda não conseguiu apanhar o ritmo do desenvolvimento – Luís Pires

São Filipe, 18 Abr (Inforpress) – A Câmara Municipal de São Filipe é demasiada preguiçosa e ainda não conseguiu apanhar o ritmo do desenvolvimento implementado nos últimos quatro anos, afirmou o ex-autarca, Luís Pires.

O ex-presidente da edilidade de São Filipe convocou na tarde de segunda-feira a imprensa, para em nome do Grupo Independente por Amor Incondicional a São Filipe (GPAIS) analisar alguns aspectos ligados ao processo de desenvolvimento da autarquia.

Luís Pires justificou o encontro com os jornalistas denunciar “sinais preocupantes de retrocesso na dinâmica do desenvolvimento de São Filipe, apesar de a Câmara ter herdado grandes projectos, municipais e privados”.

O ex-autarca atribuiu uma nota péssima aos sete meses de governação de Jorge Nogueira, que, durante esse período, “não conseguiu arrumar a casa e não fez nada”, indicando que a Câmara já devia estar pronta para apresentar projectos para serem inaugurados nos 100 anos do desenterro da Bandera.

“Não conseguiu apanhar o ritmo de desenvolvimento que implementamos nos últimos quatro anos, é uma pedalada demasiado forte para uma Câmara demasiada preguiçosa”, disse Luís Pires.

Este dirigente partidário indicou um conjunto de projectos municipais estruturantes, já financiados, como a requalificação de Salinas, a ligação de água até Campanas de Cima, a reabilitação e construção de escolas e ainda projectos privados, como o Aloé Vera Resort e a iluminação do aeródromo, que deveriam “merecer mais atenção” por parte da Câmara, mas que , de acordo com Luís Pires, estão a ser tratados com “demasiada lentidão e por incapacidade da actual equipa”, capitaneada por Jorge Nogueira.

Em relação ao projecto de Salinas, financiado pela União Europeia em cerca de meio milhão de euros, Luís Pires disse que o mesmo está parado, por falta de capacidade de diálogo da Câmara, observando que a diversificação da oferta turística no município, empregos directos e indirectos estão comprometidos e o dinheiro corre sérios riscos de voltar para trás.

Para o ex-presidente da edilidade de São Filipe, a decisão “unilateral, arbitrária e prepotente” de demolição do prédio existente em Salinas afigura-se como uma saída precipitada e com graves consequências para o município.

Quanto ao projecto de ligação de água à zona norte de São Filipe, desde São Pedro a Campanas de Cima, parado há cerca de um ano, Luís Pires diz não ver nenhuma justificação para tal, já que todos os materiais hidráulicos estão na ilha.

Lembrou a propósito que a anterior Câmara tinha construído sete reservatórios, quatro estações de bombagem e parte significativa dos cerca de 69 quilómetros de rede.

Confrontado com a justificação dada pela actual liderança autárquica, segundo a qual as s obras não foram retomadas devido a avultada divida encontrada, Luís Pires disse que a sua Câmara pagou todos os trabalhos que à data tinham sido feitos.

“Há equívocos por parte da nova Câmara, que durante sete meses, não conseguiu perceber os vários projectos que encontraram, nomeadamente este que está deixar grande falta para a zona norte”, disse Luís Pires.

Explicou que as contratualizações não realizadas não foram pagas e que as que estavam pendentes necessitavam de medições e fiscalizações prévias para o pagamento e que cabia a actual Câmara dar o seguimento a este projecto orçado em cerca de 157 mil contos, e que não pode parar, por incompetência desta nova Câmara.

Outra situação que deixa preocupado Luís Pires é o atraso na implementação do projecto de reabilitação de um conjunto de escolas, orçado em cerca de 200 mil contos e financiado por duas ONG Luxemburguesas, sendo que uma parte da verba já se encontra em São Filipe.

Em relação à revisão do PDM , para alterar a zona industrial para turística, o dirigente do GPAIS disse que o seu grupo vai aprova-lo por ser um projecto privado que tanto acarinhou, que só agora, depois de tantos meses, chega à Assembleia Municipal.

Lembrou que na altura de passagem da pasta aconselhou o seu sucessor a tratar com mais atenção e rapidez todos os projectos turísticos deixados bem alinhavados e que vão trazer inúmeros turistas e centenas de empregos directos e indirectos.

Este lembrou que foi a sua Câmara que aprovou o Master Plan do Aloé Vera Resort, os projectos do Bila Resort, do Baragonta, do Salina Fogo Resort e que deu início ao diálogo que vai conduzir à iluminação do aeródromo de São Filipe.

“Aqueles que outrora fizeram chacota e não acreditaram, por exemplo. no teleférico, hoje estão na linha da frente a bater palmas”, disse Luís Pires, salientando que a actual equipa, em vez de dar seguimento aos projectos e acelerar a implementação dos mesmos, preocupou-se nestes sete meses em tratar de questões “pequenas, mesquinhas e a fazer sindicância”.

JR/JM
Inforpress/Fim

Share on facebook
Facebook
Share on twitter
Twitter
  • Galeria de Fotos