São Domingos: PAICV considera “desumana” a decisão do ME em encerrar escolas em Veneza e Cambodjani

Cidade da Praia, 21 Set (Inforpress) – O deputado nacional do PAICV eleito pelo círculo eleitoral de Santiago Sul Manuel Brito considerou hoje ser “desumana” a decisão do Ministério da Educação em encerrar escolas na localidade de Veneza e Cabomdjani, no concelho de São Domingos.

Os deputados do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV) efectuaram hoje uma visita às localidades de Veneza, Cambodjani e Djanban, no concelho de São Domingos, para se inteirar dos problemas que afectam a comunidade.

Em declarações à Inforpress, Manuel Brito afirmou que neste momento os pais e encarregados de educação estão revoltados, porque as escolas primárias que existem nas localidades de Cambodjani e Veneza foram encerradas e os alunos da localidade de Veneza foram transferidos para a escola de Ribeirão Chiqueiro e os alunos de Cambodjani foram transferidos para a escola de Fontes Almeida.

“Há um desespero total para com os pais e encarregados de educação, que não querem que seus filhos, que são crianças de seis, sete e oito anos, tenham que se deslocar para estudar numa outra escola fora da comunidade. Neste momento, a maior reivindicação dos pais tem a ver com a reabertura das escolas”, destacou.

De acordo com o deputado nacional, durante a visita os pais afirmaram ainda que esta medida é “injusta” porque as crianças ficam exaustas pelo percurso que têm que fazer diariamente, chegam atrasadas à escola e a estrada é um risco porque está em péssimas condições de transporte.

Tendo em conta os constrangimentos que os alunos terão que enfrentar, o PAICV, afirmou, exige que o Governo mande reabrir as escolas nas comunidades de Veneza e Cambodjani permitindo assim que os alunos de cada uma dessas localidades tenham oportunidade de estudar nas suas comunidades com mais dignidade.

“A razão para o encerramento das escolas que os pais e encarregados de educação afirmaram é que o Ministério de Educação, através da sua delegação, justificou que o funcionamento dessas escolas se tem revelado insustentável financeiramente e porque o número de aluno é inferior”, alegou, apelando ao Ministério da Educação para rever esta situação porque neste momento há crianças que ainda não conseguiram assistir às aulas desde o arranque do ano lectivo.

Além da questão do encerramento das escolas, as pessoas, concluiu, manifestaram a sua preocupação relativamente à problemática da falta de água nas suas comunidades e acessibilidade.

A Inforpress contactou a Direcção Nacional da Educação para mais informações, mas as tentativas revelaram-se infrutíferas.

CM/JMV
Inforpress/Fim.

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