São Domingos: PAICV acusa câmara municipal de “falta de transparência” na gestão de terrenos

 

Cidade da Praia, 26 Set (Inforpress) – A bancada do PAICV na Assembleia Municipal de São Domingos acusou hoje, a autarquia local, de falta de “transparência” e de informações sobre a o processo de gestão de terrenos na zona de Ribeirão Chiqueiro.

Em conferência de imprensa, o líder da bancada, José Carlos Moniz, disse que o autarca tem feito uma péssima gestão de terrenos, que é, no entanto, um recurso escasso no concelho.

Conforme o líder da bancada, para comprar e fazer investimentos nos terrenos na zona de Ribeirão Chiqueiro, a Câmara Municipal de São Domingos contraiu um empréstimo junto a banca no valor de 127 milhões de escudos, segundo o mesmo, nada de anormal, já que obteve o apoio da bancada do MpD.

Para José Carlos Moniz, o problema é que neste momento, ninguém sabe como é que o processo está a ser gerido, quanto custou a infraestruturação do terreno, a que preços e a quem é que estão a ser vendidos, já que o presidente se recusa a ceder qual quer tipo de informações sobre o processo.

Sobre a construção do novo campo de Nora que é um processo da câmara anterior, avançou que o presidente da câmara afirmou que nunca chegou a receber dossiê nenhum sobre o mesmo.

Para além dessas irregularidades, José Carlos Moniz disse estar indignado porque a câmara não tem disponibilizado outras informações a que a sua bancada pretende ter acesso, como o quadro do pessoal e grelha salarial, contracto de gestão dos espaços públicos, processo de créditos com a banca e de endividamento com as universidades entre outros.

“Os nossos pedidos não são atendidos desde Dezembro de 2016”, disse o responsável que declarou que a sua bancada vai solicitar a criação de uma comissão de inquérito para averiguar a forma como esses terrenos estão a ser geridos mas também para que os munícipes de São Domingos tenham acesso a informações.

O líder da bancada do PAICV acusou ainda a autarquia de contrair dívidas de 40 mil contos aos bancos comerciais e mais de 20 milhões de escudos ao INPS, que segundo o mesmo tem deixado os funcionários sem seguros e comprometido o futuro do município.

No seu entender, a câmara está a ser gerida sem políticas definidas e com execução orçamental fraca e sem transparência.

AV/FP

Inforpress/Fim

 

Share on facebook
Facebook
Share on twitter
Twitter
  • Galeria de Fotos