São Domingos: Centenas de cacos de cerâmica encontrados nas escavações arqueológicas em Alcatraz

Cidade da Praia, 15 Nov (Inforpress) – O conservador do Instituto do Património Cultural (IPC), José Lima, anunciou hoje que foram encontrados nas escavações arqueológicas em Alcatraz, São Domingos, centenas de cacos de cerâmica, mais ruínas de casas antigas, que contribuirão para reconstrução da história.

O técnico do IPC, que acompanhou uma equipa de arqueólogos da Universidade de Cambridge, Cristopher Evans e Marie Louise, durante os 11 dias de escavações em Alcatraz, principiadas no dia 01 de Novembro, avançou à Inforpress que neste momento encontra-se em Cabo Verde uma especialista portuguesa em cerâmicas, Tânia Casimiro, para desvendar a datação dos cacos de cerâmicas encontrados.

A região, conforme explicou, é dividida em três locais: Sítio 1 – a Igreja, Sítio 2 – a parte portuguesa e Sítio 3 – a parte luso-africana.

“Nestas últimas escavações, na parte portuguesa, encontramos mais quatro estruturas, ruínas de casa antigas e muitos cacos de cerâmica, e na parte africana encontramos também algumas cerâmicas e alguns fragmentos. São centenas de cacos de cerâmica africanas e europeias”, precisou aquele responsável.

O interessante, sublinhou José Lima, foi ter encontrado na área europeia muitos cacos de cerâmica africana de épocas diferentes, cujo século, será decifrado com auxílio da especialista Tânia Casimiro.

As cerâmicas, salientou, vão ser separadas por época e por tipo de material, e nos próximos dias terão resultados mais precisos.

Em relação às estruturas das habitações encontradas, os resultados mostram que são construções dos finais de século XV e XVI, fez saber o técnico do IPC.

“Este resultado é muito importante porque vai ajudar-nos a reconstruir a história que se tem baseado mais em Cidade Velha, e sabemos que logo no início, Cabo Verde foi dividido em duas capitanias, a do Norte – Alcatraz e a do Sul- Ribeira Grande de Santiago- Cidade Velha”, esclareceu.

Contudo, acrescentou José Lima, há muita publicação acerca da história geral, centrada muito em Cidade Velha, mas sobre Alcatraz há muita carência a nível documental, e com difícil acesso, pelo que, agora, a arqueologia vai ajudar a reescrever a história Alcatraz.

TC/CP

Inforpress/Fim

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