Santo Antão/Ambiente: Redes de esgotos no Porto Novo e lixeira intermunicipal no Paul são as grandes inquietações

 

Porto Novo, 05 Jun (Inforpress) – A falta de uma rede de esgotos que cubra a cidade do Porto Novo e a deslocalização da lixeira intermunicipal, situada na Ribeira Brava, são, nesta altura, as principais inquietações dos santantonenses em matéria do saneamento.

As populações, preocupadas com os problemas provocados pela lixeira intermunicipal, que fica na zona fronteiriça entre Paul e Porto Novo, no enfiamento da estrada Porto Novo/Janela, uma das vias mais movimentadas de Santo Antão, têm vindo a insistir na necessidade de se deslocalizar esse espaço para um sitiado mais apropriado.

As autoridades municipais têm estado, também, a clamar por investimentos para “atacar” esses dois “grandes problemas” que se colocam ao saneamento em Santo Antão, os quais estão a pôr em causa a saúde pública e o turismo nesta ilha.

A Associação dos Municípios desta ilha (AMSA) tem estado a discutir com o Governo a resolução dos problemas ligados à gestão dos resíduos sólidos e líquidos na ilha, com destaque para a lixeira intermunicipal e esgotos no Porto Novo, que estão a transformar-se num problema de saúde pública.

Segundo o presidente da AMSA, Orlando Delgado, Santo Antão enfrenta “a pior situação” em termos de saneamento e precisa, “urgentemente”, de investimentos nesse domínio, considerando “extremamente difícil” a situação que se verificam nos municípios da Ribeira Grande e do Paul em matéria de recolha e gestão do lixo, e no Paul, a nível de esgotos.

A deslocalização da lixeira intermunicipal, que serve os municípios do Paul e Ribeira Grande, vai exigir uma verba de 30 mil contos, questão que AMSA espera discutir com o Governo, no decurso deste ano de 2017.

Orlando Delgado tem defendido ainda a criação do aterro sanitário de Santo Antão, projecto que pode rondar os 200 mil contos.

No Porto Novo, o alargamento da rede de esgotos, saturada há mais de uma década e cobre apenas 20 por cento (%) desta urbe, e a instalação de uma estação de tratamento de águas residuais (ETAR) são os principais desígnios dos porto-novenses, em matéria do saneamento, segundo o edil, Aníbal Fonseca.

Até finais de 2018, Santo Antão deverá receber investimentos no domínio do saneamento que ultrapassam um milhão de contos, no quadro do Plano Director de Água e Saneamento.

O Governo negoceia com Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD), um pacote de financiamento, à volta de dez milhões de euros, para implementar, até finais do próximo ano, “um plano de emergência” para Santo Antão, que abarca, especialmente, Porto Novo, tendo em conta “os graves problemas” que o município enfrenta a nível doa esgotos.

Esse plano, segundo o autarca porto-novense, estará voltado, sobretudo, para resolver “os graves confrangimentos” neste município a nível de gestão e tratamento dos resíduos líquidos, mas deverá ainda contemplar melhorias na rede de distribuição de água, já muito obsoleta.

O Plano Director de Água e Saneamento para Santo Antão, já aprovado, prevê até 2035 investimentos de cerca de 4,5 milhões de contos nestes dois sectores.

JM/CP

Inforpress/Fim

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