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Santo Antão/Alto Mira: Agricultores desafiam Governo a resolver problema de escoamento dos produtos até 2021

Porto Novo, 01 Fev (Inforpress) – Os agricultores em Alto Mira, no Porto Novo, Santo Antão, exortaram, hoje, o Governo a desencravar, ainda neste mandato, todo esse vale e resolver o problema de escoamento dos excedentes, que está a condicionar a actividade agrícola local.

Agricultores de Dominguinhas e Faial, no interior de Alto Mira, têm enfrentado “sérias dificuldades” para escoar os seus produtos devido à falta de uma estrada, situação que, segundo os produtores, tem impedido o desenvolvimento da agricultura nessas duas localidades, com grande potencial agrícola.

Elaurindo Baptista, residente em Dominguinhas, considera que depois da luz eléctrica 24 horas/dia, que chegou à localidade em Dezembro, a construção da estrada para essa comunidade passa a ser “o maior sonho”, não só dos agricultores, mas de toda a população.

O presidente da Associação dos Agricultores em Alto Mira, Jailson Neves, partilha, igualmente, a preocupação dos lavradores de Faial e Dominguinhas, defendendo a necessidade de o Governo, ainda no presente mandato, construir a segunda fase da estrada de penetração desse vale, que ligará as duas zonas agrícolas.

O escoamento dos excedentes é “um problema que continua a tirar o sono” aos agricultores em Alto Mira, segundo este responsável, para quem a continuidade da estrada até Dominguinhas potenciaria, igualmente, a actividade turística em Alto Mira.

O edil do Porto Novo, Aníbal Fonseca, defende também que, pelas suas potencialidades agrícolas e turísticas, a localidade de Dominguinhas, onde residem mais de 30 famílias, merece ser desencravada.

Segundo o autarca, essa zona, pelo seu potencial económico, deve ser contemplada no quadro do programa de desencravamento das localidades, que o Governo está a implementar em Santo Antão, esperando que, “ainda neste mandato”, o Executivo consiga levar a estrada a Dominguinhas.

O transporte de produtos agrícolas a partir de Dominguinhas e Faial faz-se através do lombo dos animais (burros, sobretudo) e quando chegam ao mercado já não têm a qualidade desejada, explicam os lavradores.

A bacia hidrográfica de Alto Mira foi, em 2012, alvo de um projecto de reordenamento, estimado em 250 mil contos, que possibilitou o incremento da actividade agrícola nesse vale, mas continua muito condicionada pelas dificuldades de escoamento dos produtos.

O presidente do Parlamento, Jorge Santos, durante uma visita a Alto Mira, em Dezembro, lembrou que a construção da segunda fase da estrada de penetração desse vale é “um compromisso assumido” pelo Governo e “uma necessidade”.

Conforme Jorge Santos, o Governo deve mobilizar os recursos necessários para dar continuidade a essa estrada, por forma a desencravar a localidade de Dominguinhas, “uma zona agrícola e turística por excelência” que precisa sair do isolamento.

Chã de Branquinho é outro vale agrícola encravado no interior do concelho do Porto Novo, cujos agricultores têm vindo a clamar pelo seu desencravamento.

Para este ano, o Governo vai investir na estrada que liga Ribeira da Cruz à Martiene, outro importante vale agrícola, num investimento a rondar os 25 mil contos.

As obras vão estar a cargo da edilidade porto-novense.

JM/ZS

Inforpress/fim

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