Santo Antão: “Vamos ter o nosso grogue devidamente certificado” – Orlando Delgado

Porto Novo, 26 Out (Inforpress) – O grogue que se produz em Santo Antão será certificado, já a partir de 2019, com a operacionalização do laboratório de controlo de qualidade e certificação instalado no centro de transformação agro-industrial de Afonso Martinho, em Ribeira Grande.

Quem o garante é o presidente da Associação dos Municípios de Santo Antão (AMSA), Orlando Delgado, que informou que as condições estão a ser criadas para que o processo de controlo da qualidade e certificação do grogue nesta ilha se inicie “dentro de pouco tempo”.

Para a operacionalização do laboratório, que tem capacidade para prestar serviços a nível nacional, a AMSA assinou um protocolo com a Agência de Regulação e Supervisão de Produtos Farmacêuticos e Alimentares (ARFA).

Ainda no âmbito da operacionalização do laboratório foi concluída esta quinta-feira, uma formação do pessoal que estará envolvido nesse processo, ministrada pelo Instituto de Gestão da Qualidade e da Propriedade Intelectual (IGQPI).

A AMSA vai adquirir, ainda este ano, um cromatógrafo para Santo Antão, no âmbito do reforço, a partir de Janeiro, das medidas de controle da qualidade do grogue nesta ilha, conforme o presidente da associação.

O equipamento, cujo concurso para a sua aquisição já foi lançado, foi financiado pelo Governo, em seis mil contos.

Orlando Delgado considera que a indústria da aguardente é “fundamental” para a economia de Santo Antão, cuja produção, estima-se, estará a rondar os dois milhões de litros anos/ano.

A seu ver, a valorização e certificação do produto contribuirão para o crescimento desta indústria e da economia de Santo Antão, já que os produtores terão mais rendimentos para alargar a sua actividade.

Santo Antão detém 80 por cento (%) do potencial de cana sacarina em Cabo Verde (1.034 hectares da área agrícola coberta por cana de açúcar), embora contribua apenas com 20% da produção da aguardente a nível nacional.

A ideia de certificação do grogue de Santo Antão acontece numa altura em que o produto começa a chegar aos mercados internacionais, sobretudo à Europa.

JM/CP

Inforpress/Fim

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