Search
Generic filters
Exact matches only
Search in title
Search in content
Search in excerpt
Filter by Categories
Politica
Desporto
Economia
Sociedade
Ambiente
Cooperação
Cultura
Internacional
Destaques
Eleições

Santo Antão/Turismo: Operadores desejam ver resolvidos problemas de saneamento antes do arranque da época alta

Porto Novo, 12 Jul (Inforpress) – A situação da lixeira intermunicipal e a proliferação do lixo pela ilha são alguns dos problemas que os operadores turísticos em Santo Antão querem ver resolvidos antes do início da época alta do turismo, a partir de Outubro.

A lixeira intermunicipal, nas proximidades da Ribeira Brava, na fronteira entre Porto Novo e Paul, constitui, neste momento, a maior preocupação dos operadores turísticos santantonenses, que têm estado a insistir na necessidade de se deslocalizar a lixeira, já considerada “um problema de saúde pública” em Santo Antão.

Para os operadores, essa lixeira, utilizada pelos municípios do Paul e Ribeira Grande, e que fica no enfiamento da estrada Porto Novo/Janela, está a ter “um impacto negativo” no turismo em Santo Antão, a avaliar pela reacção dos turistas que chegam à ilha.

João Fortes, um dos operadores, confirma que a lixeira intermunicipal constitui “uma grande preocupação” dos agentes turísticos, uma questão já abordada com o ministro do Turismo, José Gonçalves, e que gostariam de ver resolvida antes da época alta, que se inicia a partir de Outubro, prolongando-se até Maio.

Nos vários fóruns e encontros já realizados nesta ilha sobre o turismo, os agentes têm vindo a alertar para a “má imagem” que essa lixeira tem dado à ilha e ao turismo santantonense, pelo que “urge” proceder à sua deslocalização para um sítio mais adequado.

Além da lixeira, os operadores turísticos em Santo Antão dizem-se, também, “preocupados” com a proliferação do lixo um pouco por toda a ilha, designadamente ao longo dos percursos turísticos, situação que, a seu ver, tem vindo a prejudicar o turismo.

Em relação à lixeira intermunicipal, o Governo garante estar a trabalhar com a Associação dos Municípios de Santo Antão (AMSA) com vista à construção, “a médio prazo”, do aterro sanitário desta ilha, cujo financiamento, à volta de 200 mil contos, estará a ser mobilizado, nesta altura.

A deslocalização dessa lixeira, segundo a AMSA, exige um investimento na ordem dos 30 mil contos, verba que está fora do alcance dos municípios.

Santo Antão, saliente-se, é uma das ilhas que deverão ser abrangidas, até 2021, com investimentos, em mais de quatro milhões de contos, no domínio do saneamento, mais precisamente na prevenção e gestão de resíduos.

Segundo a Agência Nacional de Águas e Saneamento (ANAS), os investimentos, que abarcam ainda São Vicente, São Nicolau, Sal, Boa Vista, Santiago e Brava, estão previstos no âmbito do Plano Estratégico para o Desenvolvimento Sustentável (2017/2021).

No caso de Santo Antão, que enfrenta “uma situação de emergência” em termos de gestão dos resíduos sólidos (Ribeira Grane e Paul) e líquidos (Porto Novo), o Governo garante estar “empenhado” em dotar esta ilha, de um aterro sanitário, que será construído no município do Porto Novo.

JM/ZS

Inforpress/Fim

Share on facebook
Facebook
Share on twitter
Twitter
  • Galeria de Fotos