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Santo Antão: Transportes marítimos inter-ilhas têm condicionado funcionamento do centro de expurgo – coordenador  

 

Porto Novo, 25 Jul (Inforpress) – Os constrangimentos que têm marcado os transportes inter-ilhas, mais precisamente para os mercados turísticos emergentes do Sal e da Boa Vista, têm condicionado, sobremaneira, o funcionamento do centro de expurgo de Santo Antão, operacionalizado em 2013.

Quem o admite é o coordenador deste centro, Nelson Andrade, que informou que, entre as ilhas de São Vicente e Sal, faz-se apenas uma viagem marítima semanal, o que acaba por condicionar a actividade dessa infra-estrutura de inspecção, tratamento e embalagem dos produtos agrícolas.

Segundo Nelson Andrade, o centro de expurgo trabalha “mediante” a ligação marítima para as ilhas do Sal e da Boa Vista, onde devem ser colocados os excedentes agrícolas de Santo Antão, e o facto de existir apenas uma ligação semanal acaba por criar alguns sobressaltos ao próprio funcionamento desse espaço.

O centro de expurgo de Santo Antão, que fica nos arredores da cidade do Porto Novo, foi construído em 2010, no âmbito do programa Millennium Challenge Account (MCA), para contornar o problema do embargo imposto aos produtos agrícolas, há mais de 30 anos.

Foi operacionalizado em 2013, tendo, nesses quase cinco anos de funcionamento, já processado cerca de 470 toneladas de produtos, que foram exportados, sobretudo, para a ilha do Sal, devido, precisamente, a dificuldades nos transportes marítimas inter-ilhas.

Os produtores agrícolas em Santo Antão têm vindo a defender maior regularidade nos transportes marítimos inter-ilhas para que os excedentes desta ilha possam chegar, normalmente, aos mercados turísticos emergentes e a todo o arquipélago.

Além de dificuldades inerentes aos transportes marítimos inter-ilhas, o centro de expurgo de Santo Anão tem vindo a enfrentar outros constrangimentos, que têm levado ao seu sub-aproveitamento, designadamente, a sua má localização e os elevados custos de funcionamento.

O problema de localização vai ser, brevemente, ultrapassado com a deslocalização do centro para a zona portuária, cujo processo já se iniciou, segundo o delegado do Ministério da Agricultura e Ambiente (MAA) no Porto Novo, Joel Barros.

O centro de expurgo de Santo Antão, que está equipado com dispositivos de pesagem, inspecção, calibragem, lavagem, secagem e embalagem e certificação fitossanitária, tem capacidade para processar quase quatro mil toneladas de produtos agrícolas/ano.

Nesta infra-estrutura, que custou cerca de 120 mil contos, estão instaladas seis câmaras frigoríficas que têm uma capacidade de armazenagem de 74 metros cúbicos de produtos.

Santo Antão vai dispor, em breve, de um segundo centro de tratamento e embalagem de produtos agrícolas, a ser instalado em Ribeira da Cruz, interior do Porto Novo, projecto já na fase de implementação por parte dos agricultores locais, com o co-financiamento do GEF (Fundo do Ambiente).

JM/CP

Inforpress/Fim

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