Santo Antão: Trabalhadores com três meses de salários em atraso paralisam obra da estrada do Figueiral do Paul

Paul, 08 Dez (Inforpress) — Os trabalhadores da estrada de penetração no vale de Figueiral do Paul, com três meses de salários em atraso, paralisaram as obras há 15 dias e acusaram hoje a empreiteira Armando Cunha de nada fazer para resolver a situação.

Um dos trabalhadores, Benvindo Rodrigues, disse que desde o mês de Setembro “não” recebeu o seu salário e que a situação chegou ao “extremo”, pois alegou que tem contas a pagar e outras responsabilidades.

A mesma fonte acentuou que por “diversas vezes” tentou falar com os responsáveis sobre a situação e até ao momento não apresentaram nenhuma “solução”.

“Já falamos com os responsáveis e, inclusive, dissemos que se não pagassem iríamos paralisar os trabalhos. Há 15 dias que estamos em casa e até este momento não nos disseram nada”, afiançou.

Já Vicente Loureta, outro trabalhador na mesma situação salientou que “por diversas vezes” ele e os seus colegas falaram com os responsáveis e estes “justificaram que o Governo não está a pagar” à empreiteira.

“Agora a situação está mesmo difícil, os preços dos produtos de primeira necessidade estão disparados, temos família e dívidas para pagar pelo que apelo aos responsáveis para resolverem a nossa situação”, lançou.

Conforme outro trabalhador, Odair a estrada de acesso a Figueiral do Paul teve “muita propaganda” no início.

“Não queremos só um mês de trabalho queremos os três que estão em atraso e não podemos suportar mais” alegou.

A Inforpress contactou o responsável da empreiteira Armando Cunha a nível de Santo Antão, mas este mostrou-se indisponível, no momento, para prestar quaisquer declarações.

Em Julho de 2019 durante a visita do primeiro-ministro, José Ulisses Correia e Silva, a Santo Antão o mesmo afirmou que a estrada de Figueiral, financiada no âmbito do Programa de Requalificação, Reabilitação e Acessibilidades (PRRA), é a construção relativamente mais cara do pacote de obras lançadas.

Essa estrada, de apenas 1,5 quilómetros de extensão, está orçada em 119 mil contos, o que significa um custo de cerca de 80 mil contos por quilómetro e deveria ser executada em oito meses.

LFS/HF

Inforpress/Fim

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