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Santo Antão tem muitos sítios com potencial para serem certificados como património natural da humanidade – santantonenses

Porto Novo, 25 Nov (Inforpress) – Santo Antão tem vários sítios com potencial para serem qualificados como património natural da humanidade, acreditam os autarcas, agentes turísticos, mas, também, o Governo, que almeja colocar esta ilha entre as 20 mais belas do mundo.

A Associação dos Municípios de Santo Antão (AMSA), já em 2009, tinha feito “uma primeira abordagem” ao Governo sobre a possibilidade de se preparar uma proposta de candidatura desta ilha a património natural da humanidade, por entender que esta região é “já um património que tem de ser preservado”.

Orlando Delgado, presidente da AMSA, garante que os autarcas, operadores turísticos e os santantonenses, no geral, pretendem “continuar a lutar” para que “a ilha das montanhas”, ou uma parte dela, venha, no futuro, a ter esse estatuto, que, além das “vantagens” do ponto de vista cultural, terá ainda “forte impacto” para o turístico.

No entender dos autarcas e Santantonenses, em geral, sítios como Corda, Fontainhas, Tarrafal de Monte Trigo, vale do Paul, Planalto Norte, o perímetro do Planalto Leste apresentam características para serem certificados como património natural da humanidade.

“Toda a gente que visita Santo Antão fica fascinada com esta pérola que é um património que tem de ser preservado”, segundo Orlando Delgado.

O próprio Governo já admitiu que algumas regiões de Santo Antão, além do “grande potencial económico e ambiental”, têm ainda “particularidades” que podem levar a Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco) a atribuir o tal estatuto de património da humanidade.

Aliás, o ministro da Cultura e das Indústrias Criativas, Abraão Vicente, é de opinião que o prémio internacional Melina Mercouri da Unesco para a salvaguarda e gestão de paisagens culturais, recentemente, atribuído a Cabo Verde, abre a possibilidade das “regiões de Santo Antão virem a ser classificadas património da humanidade”.

Cabo Verde entregou a candidatura ao prémio para a salvaguarda do Parque Natural de Cova/Paul/Ribeira da Torre, na ilha de Santo Antão, que integram a lista indicativa de Cabo Verde para a Unesco pelos critérios V, VII e X.

O parque natural de Cova/Paul/Ribeira da Torre é considerado o maior centro de biodiversidade de plantas endémicas em Cabo Verde, com 36 espécies.

Segundo Abraão Vicente, está inscrito no Orçamento de Estado para 2020 verbas para a construção do dossiê da Cova e das áreas anexas a património da humanidade, uma notícia que deixa satisfeito um grupo de santantonenses, que tem estado a trabalhar no processo de candidatura da aldeia de Fontainhas a património natural da humanidade.

A localidade de Fontainhas foi colocada, em 2016, pela Nacional Geographic, no “top 10” dos sítios com a melhor vista do mundo e eleita, pelo site do turismo Viral Planet, para o “ranking” dos 25 sítios mais belos do planeta.

O antropólogo santantonense Alcides Lopes, autor da obra “Os Tamboreiros da Ilha das Montanhas”, entende, também, que Santo Antão apresenta requisitos para ser património natural da humanidade.

Segundo este activista cultural, a própria Unesco concorda com a certificação de algumas zonas de Santo Antão como património natural da humidade, o que seria, a ser ver, “uma mais-valia” para esta ilha, dados os benefícios que traria do ponto de vista cultural e turístico.

No caso do Tarrafal de Monte Trigo, o próprio Governo já admitiu que, além do “grande potencial económico” que apresenta, essa zona dispõe ainda de “muitas vantagens ambientais”, que devem ser preservadas e aproveitadas.

O Executivo, no quadro do Plano Estratégico de Desenvolvimento Sustentável de Cabo Verde (PEDS) propõe criar as condições para que Santo Antão se figure, nos próximos anos, entre as 20 ilhas mais belas do mundo.

O PEDS destaca a aposta no turismo étnico (aproveitando a presença dos judeus nesta ilha) e o ecoturismo como uma das vias para se promover Santo Antão e se colocar esta ilha entre as mais belas do planeta.

Santo Antão prepara, também, a sua candidatura a património mundial da agricultura, no âmbito dos Sistemas Importantes Agrícolas Património da Humanidade (SIPAM).

JM/ZS

Inforpress/fim

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