Santo Antão/Tarrafal de Monte Trigo: Produtores agrícolas almejam colocar o inhame em Santiago

Porto Novo, 13 Mai (Inforpress) – O problema do mercado continua a preocupar os produtores do inhame no Tarrafal de Monte Trigo, no Porto Novo, que almejam colocar o produto na ilha de Santiago, apesar do embargo imposto aos produtos agrícolas de Santo Antão.

Tarrafal de Monte de Trigo o maior produtor do inhame em Santo Antão, com uma produção à volta de 700 toneladas/ano, mas os produtores dizem estar a enfrentar “dificuldades” para exportar o produto para as outras ilhas e temem que o problema de mercado possa comprometer esta cultura.

Alguns produtores, em conversa com a Inforpress, dizem desejar colocar o produto em Santiago, onde há “um excelente mercado” para o inhame da ilha de Santo Antão, nomeadamente do Tarrafal de Monte Trigo.

Este vale agrícola de Santo Antão está livre dos mil pés, praga que levou as autoridades a embargarem, em 1984, os produtos agrícolas de Santo Antão.

O facto de o Tarrafal de Monte Trigo estar livre dessa praga daninha, leva os agricultores locais a acreditarem que é possível encontrar uma forma de fazer chegar este produto a todo o mercado nacional.

Sem mercado, esses produtores dizem-se “obrigados” a vender “ao desbarato” o inhame nos mercados de Santo Antão e de São Vicente, onde o preço varia entre 100 e 150 escudos por quilograma, enquanto que em Santiago o valor pode chegar a 900 escudos/quilo.

Saliente-se que os agricultores no Porto Novo têm estado a insistir na necessidade de o Governo levantar, “parcialmente” o embargo aos produtores agrícolas de Santo Antão, para permitir o escoamento de excedentes das zonas ainda sem a praga dos mil-pés, como é o caso do Tarrafal de Monte Trigo, Martiene e Chã de Norte.

Defendem investimentos no centro de expurgo do Porto Novo e a deslocalização do espaço para a zona portuária, para poder melhor servir a ilha de Santo Antão.

Para os agricultores, os produtos agrícolas de Santo Antão têm “potencial” para competir em “grandes mercados nacionais”, mas os constrangimentos derivados do embargo têm sido um entrave.

JM/ZS

Inforpress/Fim

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