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Santo Antão: Seca compromete a cultura do café nas zonas altas do município do Paul, segundo associação

Porto Novo, 31 Mai (Inforpress) – As explorações do café nas zonas altas do Paul, Santo Antão, estão abandonadas pelos agricultores por causa da seca, que, praticamente, fez desaparecer, nos últimos dois anos, a produção do café em zonas como Santa Isabel e Ribeirãozinho.

Quem o diz é Benvindo Melo, presidente da associação de desenvolvimento de Santa Isabel, zona muito conhecida pela cultura do café, onde, segundo a mesma fonte, não tem havido, nos últimos anos, produção, já que a seca obrigou os produtores a abandonarem os cafezais.

“Nos últimos anos, hão houve produção de café em Santa Isabel, por causa da seca que obrigou as pessoas a abandonarem as terras”, precisou Benvindo Melo, lembrando que essa localidade já foi muito conhecida pela “grande quantidade” de café que produzia.

“As pessoas passavam, às vezes, até meses a transportar o café para a cidade das Pombas”, lembrou este responsável, lamentando o facto de a seca estar a ter “impacto negativo”, também, em outras culturas, como batatas, feijões, laranjas e goiabas, igualmente, muito cultivadas nessa zona, em épocas de chuva.

A associação comunitária de Santa Isabel, segundo Benvindo Melo, está em vias de conseguir um financiamento de mais de dois mil contos para a promoção turística dessa zona, no quadro do projecto “Rota do Café”, financiado no âmbito da cooperação luxemburguesa.

A ideia é, segundo este responsável, aproveitar a história do cultivo do café nessa zona para a promoção turística de Santa Isabel, com vista a criar oportunidades para as famílias locais.

A cultura do café nas zonas altas de Santo Antão, de “forte tradição”, se perdeu, ao longo dos tempos, devido à degradação dos terrenos agrícolas, que levou ao envelhecimento das explorações, conforme um levantamento feito.

Santo Antão, onde existem 63 explorações, localizadas nos concelhos do Paul e Ribeira Grande, vinha beneficiando, desde 2013, de um projecto sobre a valorização do seu café, que visava o relançamento da cultura do café nesta ilha.

O projecto, suspenso em 2016, permitiu a formação dos produtores e previa ainda recuperação dos cafezais e instalação de uma unidade de recepção, debulha e ensacamento do café, bem como a criação de uma cooperativa dos produtores.

O projecto sobre a valorização do café de Santo Antão contou com o apoio da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), através do programa “TCP Facility”, visando a criação da fileira do café de Cabo Verde.

Além do café, as zonas altas de Santo Antão possuem, também, excelentes potencialidades na produção de uvas, estando a Associação das Mulheres do Planalto Leste (Amupal) à procura de parceiros com vista a desenvolver um projecto de produção de vinho, nesta ilha.

JM/ZS

Inforpress/Fim

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