Santo Antão recebe primeira experiência em bioconstrução numa iniciativa da Amupal 

Porto Novo, 22 Mai (Inforpress) – A experiência em bioconstrução, depois de Santiago, Sal e São Vicente, chegou a Santo Antão, com a construção da primeira casa com base em argila, areia e palha, durante uma formação em construção de muros de barro.

A professora franco-americana Claudine Desiree, da organização não-governamental CruzinCob Global, foi quem protagonizou esta experiência, no quadro de uma formação de duas semanas encerrada hoje, 22, em Lombo Figueira, numa iniciativa da Associação das Mulheres do Planalto Leste (Amupal).

Esta acção vai permitir aos formandos replicar este modelo de construção com base em matéria-prima local (argila, areia e palha).

A formação, explicou Claudine Desiree, foi promovida com o apoio da Embaixada da Alemanha em Portugal com o propósito de capacitar um grupo de pessoas em Santo Antão em construção de barro, que é “natural, ecológico, econômico e rápido”.

Além da casa de barro, de dez metros quadrados, foi construído ainda, durante a formação, um forno com a utilização de argila, areia rugosa e palha, ou seja, matérias-primas encontradas localmente sem qualquer custo.

Os formandos, segundo a formadora, têm agora a possibilidade de começar o seu próprio negócio na área de bioconstrução, que já acontece nos Estados Unidos da América, Europa e na Ásia.

“Esta pode ser a solução ideal para resolver o problema de habitação, usando matéria-prima em alternativa ao cimento. Há muita matéria-prima local, sem custos”, notou Claudine Desiree.

JM/AA

Inforpress/Fim

 

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