Santo Antão recebe em Julho conferência internacional sobre a gestão e manutenção das florestas

Porto Novo, 17 Mai (Inforpress) – Santo Antão recebe, em Julho, uma conferência internacional sobre a gestão e manutenção das florestas, numa iniciativa das câmaras municipais desta ilha, em parceria com a União das Cidades Capitais de Língua Portuguesa (UCCLA) e o Governo.

O anúncio foi feito pelo vereador pela área de protecção civil da Câmara Municipal da Ribeira Grande de Santo Antão, Francisco Dias, que confirmou que a conferência, que se vai debruçar, entre outras questões, sobre a situação do perímetro florestal do Planalto Leste, já está a ser preparada conjuntamente com a UCCLA.

Para a realização do evento, em que participam especialistas nacionais e internacionais, as câmaras de Santo Antão contam ainda com a parceria da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) e das organizações não-governamentais cabo-verdianas ligadas ao sector do ambiente.

Desde do incêndio de Julho de 2018, que consumiu 200 hectares da floresta do Planalto Leste de Santo Antão, os municípios desta ilha têm vindo a defender a necessidade de se fazer uma reflexão sobre as políticas florestais em Cabo Verde, que devem, no seu entender, privilegiar aspectos como a manutenção e gestão das reservas florestais.

Em relação a Santo Antão, os autarcas defendem a implementação de um plano integrado de salvaguarda da floresta do Planalto Leste, alvo desde 1994 de vários incêndios, os quais consumiram uma média de três hectares por ano.

Os ambientalistas têm estado, igualmente, a defender a preservação deste património, com mais de 150 anos de existência, considerado “um ex-líbris” do turismo ecológico em Santo Antão.

A realização dessa conferência acontece numa altura em que o Ministério da Agricultura e Ambiente se prepara para iniciar o plano de recuperação dessa reserva florestal, depois do incêndio de há quase um ano, que destruiu cerca de 13 por cento (%) da floresta.

O plano que, segundo o MAA, deve arrancar “o mais rapidamente possível”, prevê, dentro de três anos, a recuperação da zona ardida, num investimento estimado em 30 mil contos.

A floresta do Planalto Leste, com 1.600 hectares de extensão, declarada reserva florestal em 1990.

JM/ZS

Inforpress/Fim

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