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Santo Antão: Produtores enaltecem ganhos conseguidos em 2019 a nível de valorização do grogue

Porto Novo, 02 Mai (Inforpress) – A um mês do término do período de industrialização da aguardente, com selagem dos alambiques, os produtores em Santo Antão já se mostram “satisfeitos” com os ganhos conseguidos, este ano, em matéria de valorização do grogue, nesta ilha.

Os produtores enaltecem o facto de as acções desencadeadas pela Inspecção-geral das Actividades Económicas (IGAE), tanto a nível de fiscalização como de formação/capacitação, terem contribuído para a valorização do grogue nesta ilha, produto que passará, também, a ser certificado, ainda este ano.

A melhoria da qualidade do grogue de Santo Antão se traduz, actualmente, no aumento do preço do produto, segundo os produtores locais que, ao longo da safra deste ano, participaram em várias acções de formação em matéria de produção e comercialização legal da aguardente, promovidas pela IGAE.

A nível do país, mais de 300 produtores participaram já em acções de formação que, segundo a IGAE, têm contribuído para a melhoria da qualidade e, consequente, valorização do grogue, com impacto, também, na defesa da saúde pública.

O produtor Simão Évora, do Tarrafal de Monte Trigo, destaca o papel do IGAE e dos seus parceiros na melhoria do grogue que se produz em Santo Antão e pediu às entidades envolvidas no processo de fiscalização para continuarem com as intervenções.

“Só assim teremos um grogue de qualidade em Santo Antão”, sublinhou este produtor, que, desde os meados de 2018, está a exportar a aguardente desta ilha, mais concretamente do Tarrafal de Monte Trigo, para o mercado europeu.

Em Santo Antão, a safra deste ano foi marcada pela apreensão, em Janeiro, no município do Paul, de mais de 14 mil litros de calda deteriorada, além de outros produtos.

A IGAE inicia, a 01 de Junho, a selagem dos alambiques e vai recomendar às entidades competentes a não prorrogação de licenças dos agricultores que não comprovarem ter cana sacarina para continuar a produção, decisão que deixa, também, agradados os produtores santantonenses.

Segundo a IGAE, a medida visa “estancar” as práticas ilegais na produção da aguardente.

Com 1034 hectares da área agrícola coberta por cana de açúcar, Santo Antão detém 80 por cento (%) do potencial de cana sacarina em Cabo Verde, mas, curiosamente, contribui apenas com 20 por cento (%) da produção da aguardente a nível nacional.

A Associação dos Municípios de Santo Antão garante que, neste ano (2019), o grogue que se produz nesta ilha, à volta de dois milhões de litros por ano, vai ser “devidamente certificado” com vista à sua afirmação no mercado nacional e sua exportação para mercados internacionais.

A certificação do grogue de Santo Antão será possível graças à operacionalização do laboratório do centro de transformação agro-industrial de Afonso Martinho, em Ribeira Grande, e à aquisição de um cromatógrafo, financiado pelo Governo, em seis mil contos.

Para o presidente da Associação dos Municípios de Santo Antão, Orlando Delgado, as câmaras municipais estão ao lado dos produtores “na defesa do grogue”, que é “o cartão postal” desta ilha, considerando que estão sendo criadas as condições para a certificação deste produto.

Entretanto, os produtores no Porto Novo aguardam ainda pela prometida abertura da delegação da IGAE, neste concelho.

JM/ZS

Inforpress/Fim

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