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Santo Antão: Produtores enaltecem decisão da IGAE sobre não prorrogação de licença de produção do grogue

Porto Novo, 30 Mar (Inforpress) – A Inspecção-geral das Actividades Económicas (IGAE) inicia, a 01 de Junho, a selagem dos alambiques e vai recomendar às entidades competentes a não prorrogação da licença dos produtores que não comprovarem ter cana sacarina para continuar a produção.

Essa medida que, segundo a IGAE, visa “estancar” as práticas ilegais na produção da aguardente, foi acolhida de “bom agrado” por alguns produtores em Santo Antão que, em 2018, chegaram a denunciar de casos em que “supostos” agricultores continuaram a produzir além do período, legalmente, estabelecido (Janeiro/Junho).

Emídio Alves, residente em Ribeira da Cruz, zona muito conhecida pelo “bom grogue” que produz, tem sido um dos produtores que têm vindo a denunciar essa prática, pelo que regozija-se com a decisão da IGAE.

Emídio Alves, já com alguma experiência em matéria de engarrafamento do grogue, tem como um dos desafios exportar o produto para os Estados Unidos da América (EUA), onde o produto já goza de “alguma aceitação”.

Segundo alguns produtores, está comprovado que produzir a aguardente com produtos que não seja a cana de açúcar “não compensa” e constitui “perda de tempo e dinheiro”, pelo que a aposta deve ser na qualidade, com vista à valorização do grogue, com grande peso na economia de Santo Antão.

A IGAE já anuncou a selagem, a partir do primeiro dia de Junho, dos alambiques para prevenir as más práticas a nível de produção da aguardente, informando que vai, ainda, solicitar à Direcção-Nacional da Industria para não prorrogar licença de “quem não comprovar ter cana sacarina para continuar a produção”.

Com alguma frequência, a IGAE, nas acções de fiscalização, tem apreendido material impróprio utilizado na falsificação da aguardente, como aconteceu em Janeiro, no Paul, em Santo Antas, aquando foram apreendidos 14 mil litros de calda deteriorada e outros produtos.

As intervenções da IGAE em Santo Antão, agora em 2019, a nível de fiscalização da produção do grogue, têm deixado “satisfeitos” os produtores desta ilha.

É o caso do Simão Évora, produtor e exportador do grogue do Tarrafal de Monte Trigo, que enaltece a intervenção da GAE e das outras instituições ligadas à esta problemática que, a seu ver, vai reflectir na melhoria do grogue, que se produz em Santo Antão.

Este produtor está à frente da empresa “Música e Grogue”, que, desde Agosto do ano passado, está a exportar a aguardente e derivados “made in”Tarrafal de Monte Trigo, para o mercado europeu.

JM/CP

Inforpress/Fim

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