Santo Antão: Produtores agrícolas querem deslocalização do centro de expurgo ainda este ano

Porto Novo, 10 Dez (Inforpress) – Os produtores agrícolas em Santo Antão querem que o centro de expurgo desta ilha seja, ainda em 2018, transferido para o porto do Porto Novo, uma medida que, há um ano e meio, tem vindo a ser aguardada.

Os agricultores que, nos últimos tempos, têm vindo a pedir, com insistência, a deslocalização do centro pós-colheita para as instalações portuárias, dizem esperar, ainda no decurso de Dezembro, a concretização desse desiderato, uma preocupação, também, já manifestada pelos municípios de Santo Antão.

Em Novembro, foram os autarcas desta ilha a chamarem, também, a atenção em relação à “má localização” do centro pós colheita, localizado nos arredores da cidade do Porto Novo, facto que, no seu entender, tem levado ao sub-aproveitamento dessa infra-estrutura, instalada em 2010.

O edil do Porto Novo, Anibal Fonseca, chegou mesmo a afirmar que o centro pós-colheita de Santo Antão foi “um investimento perdido”, tanto pela sua “má localização”, como pelos “elevados custos de funcionamento”.

O Ministério da Agricultura e Ambiente (MAA) prometeu, em Junho de 2017, deslocalizar este centro para o cais do porto do Porto Novo, como forma de melhor servir os produtores, que se têm queixado, insistentemente, da “má localização” desse espaço de tratamento e embalagem de produtos agrícolas.

O centro de expurgo, operacionalizado em 2013, fica situado numa zona afastada do porto, consideram os produtores agrícolas, segundo os quais essa situação, além de encarecer o serviço que é prestado, tem criado alguns constrangimentos aos agricultores.

Conforme os serviços locais do MAA, o processo de deslocalização do centro pós-colheita está a ser analisado com a Empresa Nacional da Administração dos Portos (Enapor) e outras instituições envolvidas, devendo ficar concluído “dentro de pouco” tempo.

O centro de expurgo foi construído, há oito anos, no quadro do primeiro compact do programa Millenium Challange Account (MCA) para contornar o problema do embargo imposto aos produtos agrícolas de Santo Antão, por causa da praga dos mil-pés.

O MAA pretende instalar no porto “os equipamentos mínimos” que vão permitir efectuar a limpeza, tratamento e embalagem dos excedentes agrícolas, que serão exportados para as outras ilhas do arquipélago.

Desde a operacionalização do centro, em 2013,  os agricultores têm-se queixado da má localização dessa infra-estrutura, situação que, a seu ver, tem criado várias dificuldades aos agricultores, desde logo o aumento do custo do serviço, que é prestado.

O próprio MAA já admitiu que o centro, que representou um investimento na ordem dos 120 mil contos, e com capacidade para processar quase quatro mil toneladas de produtos agrícolas/ano, tem “muitas vulnerabilidades” desde logo o custo de funcionamento e a sua má localização.

JM/ZS

Inforpress/fim

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