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Santo Antão: Produtores agrícolas contam com linha de financiamento do BAD para organizar o mercado

Porto Novo, 18 Jul (Inforpress) – A organização do mercado constitui um dos maiores desafios para os agricultores em Santo Antão, que, “dentro de pouco tempo”, terão à disposição uma linha de financiamento disponibilizada pelo Banco Africano de Desenvolvimento (BAD), para o efeito.

O delegado do Ministério da Agricultura e Ambiente (MAA) no Porto Novo, Joel Barros, confirmou que uma missão do BAD já esteve em Santo Antão, onde discutiu com os produtores a questão de comercialização, prometendo disponibilizar uma linha de financiamento (montante não foi revelado), para apoiar a classe na organização do mercado.

O problema do embargo, imposto aos produtos agrícolas de Santo Antão, há mais de 30 anos, aliado às dificuldades de transportes marítimos inter-ilhas, obriga os produtores agrícolas de Santo Antão a colocarem 90 por cento (%) dos seus produtos em São Vicente, mercado já muito disputado pelos agricultores de São Nicolau e Santiago.

Por esta razão, os agricultores santantonenses são forçados, por vezes, a vender, ao desbarato, os seus produtos na própria ilha de Santo Antão, considerando, por isso, que a questão do mercado é, nesta altura, um dos principais constrangimentos que se colocam à actividade agrícola, nesta ilha.

Com o financiamento do BAD, os produtores já pensam na criação de cooperativas ou entrepostos agrícolas para poder chegar, da melhor forma, aos mercados, como é o caso da associação dos agricultores da Ribeira Corujinha, no Porto Novo, que já tem em curso o processo de criação de uma cooperativa.

Em Ribeira da Cruz, também, no Porto Novo, a associação local dos agricultores conseguiu operacionalizar um entreposto agrícola que, depois de tratamento e embalagem, se encarrega de colocar os produtos directamente no mercado, a um preço competitivo.

No caso do Porto Novo, segundo o delegado do MAA, tem havido “boa produção agrícola, e com qualidade”, mas a organização da vertente comercial constitui ainda um problema.

Santo Antão está, desde 1984, sujeito a um embargo, devido à praga dos mil-pés.

Em 2013, com a operacionalização do centro de inspecção pós-colheita do Porto Novo, o Governo decidiu autorizar a exportação dos excedentes para os mercados turísticos do Sal e Boa Vista, mas a irregularidade dos transportes marítimos inter-ilhas tem dificultado a vida aos produtores.

Para os agricultores, esta situação constitui “o maior desafio” que se coloca à agricultura em Santo Antão.

Porém, o Governo já admitiu a possibilidade de levantar, parcialmente, esse embargo, para permitir que os produtos provenientes das zonas ainda não infestadas pelos mil-pés cheguem a outras ilhas do arquipélago.

JM/ZS

Inforpress/Fim

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