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Santo Antão: Precisamos travar o cenário de degradação e empobrecimento desta ilha – autarca

Porto Novo, 19 Abr (Inforpress) – O edil do Porto Novo, Anibal Fonseca, volta a alertar para o facto de Santo Antão estar a perder “parte importante” da sua população, defendendo a necessidade de se “travar o cenário de degradação e empobrecimento” desta ilha.

“É preciso reverter este cenário que, a continuar, não haverá perspectivas de desenvolvimento de Santo Antão”, avisou o autarca, que volta a chamar a atenção para o facto de esta ilha apresentar indicadores que estão “muito abaixo da média nacional”, em termos de rendimento per capita e com níveis altos de desemprego e pobreza.

“Daí o despovoamento de Santo Antão, com incidência nas zonas rurais”, avançou o edil do Porto Novo, que falava, esta quarta-feira, em Ribeira das Patas, na apresentação dos estudos sobre o reordenamento das bacias hidrográficas da Ribeira das Patas, Jorge Luís/Ribeira da Cruz e Garça, em Santo Antão.

Esses estudos, segundo o autarca, confirmam o diagnóstico desta ilha que, “em termos dos indicadores sobre o rendimento per capita, vem-se, claramente, está abaixo da média nacional e com níveis elevados de pobreza e desemprego”, situação que, a seu ver, tem levado à “saída desenfreada” dos santantonenses rumo a outras ilhas com “melhores perspectivas de vida”.

Segundo o autarca, os estudos demonstram que é preciso investir não só na agricultura como em outros sectores económicos para travar e, se possível, inverter o cenário de despovoamento de Santo Antão”, ilha que, nos últimos anos, perdeu quase três mil habitantes.

O que é necessário, defende, é “dinamizar a economia para gerar empregos e rendimentos” para os santantonenses que, por causa do desemprego e por não terem acesso, em muitos casos, aos bens essenciais, como água, preferem sair.

Anibal Fonseca considera que os investimentos previstos para o reordenamento dessas bacias hidrográficas (mais de quatro milhões de contos) “são elevados mas de grande impacto” para a ilha de Santo Antão, que precisa, a seu ver, criar as condições para que as populações se fixem nas suas próprias localidades.

Santo Antão poderá ter, em 2030, menos habitantes que tinha em 1940, a manter a actual tendência de perda da população, facto que, segundo os autarcas santantonenses, pode “comprometer o próprio futuro” da ilha.

Dados constantes do Plano Estratégico de Desenvolvimento Sustentável (PEDS) de Cabo Verde (2017-2021) mostram que em 1940, Santo Antão tinha 35 mil habitantes, podendo, dentro de 12 anos, dispor apenas de 33 mil pessoas, caso se mantenha este ritmo de despovoamento.

Os municípios, o Governo e os santantonenses, no geral, têm mostrado a sua preocupação face à perda de população por parte da ilha de Santo Antão que, em 1940, tinha 20% da população de Cabo Verde, taxa que se situa, neste momento, à volta dos 08%.

JM/ZS

Inforpress/fim

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