Santo Antão: Ponta do Sol terá infra-estrutura de acesso ao mar de maior dimensão para servir a zona norte – ministro (c/áudio)

Ribeira Grande, 01 Fev (Inforpress) – O ministro da Economia Marítima, José da Silva Gonçalves, anunciou no final da sua visita a Santo Antão que Ponta do Sol terá, a médio/longo prazo, uma infra-estrutura de acesso ao mar de maior dimensão para servir a zona norte.

Esta é a forma encontrada para dar resolução a este problema, levantado pelos operadores do sector da pesca das diferentes comunidades visitadas pelo ministro José Gonçalves, cujos estudos deverão arrancar ainda na primeira quinzena de Fevereiro sob a responsabilidade de especialistas japoneses.

A infra-estrutura do Penedo de Janela, que apesar dos avultados recursos investidos nunca foi utilizada pelos pescadores porque apresenta problemas de concepção, recebeu a visita do titular da pasta da Economia Marítima que reconheceu que a resolução dos problemas que essa infra-estrutura apresenta requer uma avaliação especializada com vista à resolução definitiva desse problema.

José Gonçalves, que faz um balanço “muito positivo” da sua visita a Santo Antão, identificou outras necessidades comuns a todas as comunidades piscatórias visitadas durante os quatro dias que esteve em Santo Antão, nomeadamente, o acesso ao gelo e a falta de infra-estruturas de frio para a conservação do pescado.

O ministro não vê viabilidade na existência de pequenas unidades de produção de gelo em cada comunidade, pelo que a opção deverá passar pela construção de uma infra-estrutura de maiores dimensões nas zonas mais centrais que possa servir os pescadores de outras localidades.

“Temos encontrado desafios, mas temos recursos no Orçamento de Estado (OE) deste ano para melhorar os arrastadouros”, disse o ministro José Gonçalves, adiantando que estão inscritos cerca de 350 mil contos no OE para a melhoria dos arrastadouros, em todo o país, mas reconhece que “é pouco” para o volume de demandas.

“Não é muito dinheiro porque, como estamos a ver aqui, a acção do mar é extremamente agressiva nesta ilha”, explicou o ministro, adiantando que tendo em conta, ainda, as alterações provocadas pelas mudanças climáticas os estragos são maiores e o dinheiro fica pouco para a resolução definitiva dos problemas, pelo que, a ideia é “mitigar o problema, de imediato”.

José Gonçalves afirmou ainda que a formação exigida pelos pescadores não está esquecida pelo Governo que, na negociação do acordo de pesca com a União Europeia, teve em conta esse aspecto da “criação de capacidade”, além da criação do “Campus do Mar” que irá disponibilizar formações de todos os níveis, desde o superior ao profissional e profissionalizante.

HF/ZS

Inforpress/Fim

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