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Santo Antão/Pesca: Operadores do Tarrafal de Monte Trigo reclamam arrastadores de botes e porto de pesca

Porto Novo, 21 Out (Inforpress) – A falta de investimentos na construção de infra-estruturas de apoio à pesca e de apoios na manutenção de embarcações são algumas das inquietações dos operadores no Tarrafal de Monte Trigo, no Porto Novo, em Santo Antão.

Os pescadores dessa comunidade piscatória, situada no interior do concelho do Porto Novo, aproveitaram a visita, nos últimos dias, dos deputados do Movimento para a Democracia (MpD – poder), eleitos por Santo Antão, para exigir do Governo “medidas”  visando o desenvolvimento do sector nessa localidade, que passa pela construção de um cais de pesca e um arrastador de botes.

A delegação parlamentar, chefiada pelo presidente da Assembleia Nacional e deputado por Santo Antão, Jorge Santos, pôde ouvir dos “homens do mar” do Tarrafal de Monte Trigo, que a situação por que passa as pescas nessa zona tem sido marcada pela “fraca captura” com “impacto negativo” na vida das famílias.

O Governo havia prometido realizar, ao longo de 2019, um projecto integrado nessa localidade, à volta de 200 mil contos, com maior incidência nas pescas, o qual nunca chegou a “sair do papel”, segundo os pescadores, que dizem aguardar ainda pelos projectos anunciados, sobretudo, a nível de tratamento e conservação do pescado.

Entretanto, o Executivo espera, ainda este ano, concluir um estudo sobre que tipo de infra-estruturas de pescas Cabo Verde necessita, que está a ser elaborado pela Empresa de Administração dos Portos (Enapor).

O secretário de Estado Adjunto da Economia Marítima, Paulo Veiga, numa recente visita a Porto Novo, explicou que esse estudo dará “indicações” ao Governo sobre que tipo de infra-estruturas devem ser instaladas para o apoio da actividade pesqueira nas diferentes comunidades.

Tarrafal de Monte Trigo está entre as comunidades contempladas por esse estudo, que dará informações sobre que tipo de infra-estruturas a instalar, “para facilitar o embarque de pessoas e do pescado”, segundo Paulo Veiga, que admitiu a possibilidade dos projectos começarem a ser construídas já a partir de 2020.

Existem no Porto Novo, cerca de 300 operadores de pesca, distribuídos por três comunidades piscatórias.

Na cidade do Porto Novo, a falta de um caís de pesca, a criação da casa do pescador, a montagem de uma loja de materiais de pesca, a melhoria das embarcações são algumas das preocupações da associação local dos pescadores do Porto Novo.

JM/ZS

Inforpress/Fim

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