Santo Antão/Pesca: Operadores alertam para o esquecimento do sector nesta ilha que clama por um cais de pesca

Porto Novo, 16 Out (Inforpress) – As pescas têm caído no esquecimento em Santo Antão, ilha que, apesar das potencialidades de que dispõe nesse sector, continua sem um único cais de pesca, segundo os operadores de diferentes comunidades piscatórias.

Em todas as comunidades piscatórias, as associações de pescadores têm estado a alertar para a necessidade de se dotar Santo Antão de um cais de pesca e de desembarcadouros de botes para o apoio à actividade pesqueira nesta ilha, onde se localiza um dos mais importantes bancos de pesca do arquipélago.

Em Ribeira Grande, a reivindicação dos pescadores tem a ver com a construção do cais de pesca da Ponta do Sol, enquanto no Paul, os operadores chamam atenção para a necessidade de se reabilitar os já degradados desembarcadouros de Penedo de Janela e de Passos, na cidade das Pombas.

As associações de pescadores da cidade do Porto Novo e do Tarrafal e Monte Trigo reclamam a construção de “pequenos cais de pesca” nessas comunidades, onde existem cerca de 300 operadores de pescas.

No caso do Monte Trigo e Tarrafal, no interior do Porto Novo, o Governo diz ter mobilizado cerca de 200 mil contos para, a partir de Janeiro, levar adiante um projecto integrado de desenvolvimento das pescas dessas zonas, no âmbito do qual estão previstos a criação de ancoradores de botes.

Segundo o Governo, está na forja a construção, em todo o arquipélago de uma rede de cais de pesca, num programa que vai abarcar a ilha de Santo Antão com infra-estruturas do tipo em algumas comunidades piscatórias.

Além de construção de cais de pesca, o Executivo já prometeu ainda apoiar os operadores na melhoria das embarcações, conservação, transformação e na comercialização do pescado.

JM/ZS

Inforpress/fim

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