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Santo Antão: Parque Natural de Tope de Coroa começa a ser implantado 15 anos após a sua criação 

Porto Novo, 19 Dez (Inforpress) – O parque natural de Tope de Coroa, no Planalto Norte do Porto Novo, Santo Antão, vai começar a ser implementado, 15 anos após a sua criação, com a realização das primeiras acções ligadas à conservação das espécies ainda existentes.

As primeiras intervenções, que devem começar ainda em Dezembro, constam de um contrato-programa assinado, terça-feira, entre a delegação do Ministério da Agricultura e Ambiente (MAA) no Porto Novo, o Fundo do Ambiente e a associação comunitária “Luz Verde” do Planalto Norte.

O presidente desta associação, António Lima, confirmou à Inforpress a assinatura do contrato-programa com o MAA e com o Fundo do Ambiente que permite “começar a trabalhar” na preservação do parque natural de Tope de Coroa, o maior parque terrestre de Cabo Verde, com uma área de 8.491 hectares.

O montante disponibilizado com este contrato-programa, à volta de 770 contos, incide na construção de muros de vedação da área protegida, na plantação de espécies endémicas e na sensibilização da comunidade sobre a importância deste parque, que tem sido muito afectado pelo pastoreio livre.

No quadro do contrato, todos os anos, o MAA, através da Direcção Nacional do Ambiente (DNA), compromete-se a disponibilizar à Associação “Luz Verde” uma verba inferior a 800 contos para a conservação e gestão dos recursos naturais existentes nesse parque natural.

O delegado do MAA no Porto Novo, Joel Barros, explicou que as acções previstas para Tope de Coroa inserem-se na estratégia da Direcção Nacional do Ambiente em relação à preservação das áreas protegidas, no arquipélago.

A assinatura do contrato-programa acontece numa altura em que os ambientalistas têm estado a alertar para a ameaça de desaparecimento das espécies endémicas existentes no Tope de Coroa, por causa do abandonado dessa área protegida.

O parque natural de Tope de Coroa, considerado “um dos principais atractivos turísticos” de Santo Antão, possui 65% das espécies endémicas existentes em Cabo Verde, mas um quarto dessas espécies está ameaçado devido ao pastoreio livre.

Os operadores turísticos têm estado, igualmente, a chamar a atenção para o facto de a vegetação endémica existente no Tope de Coroa estar “bastante ameaçada”.

Um levantamento, feito no âmbito do projecto de consolidação dos sistemas de Áreas protegidas de Santo Antão, confirmou que o parque natural de Tope de Coroa, aquando da sua criação, em 2003, dispunha de 21 espécies de plantas endémicas, que estão a desaparecer, devido à “pressão desmedida dos animais”.

Este parque, que está entre as sete maravilhas naturais de Santo Antão, apresenta uma paisagem selvagem, fortemente marcada por sucessivas erupções vulcânicas, testemunhadas pelos vários cones vulcânicos, aparentemente de idades diferentes e, em muitos casos, cobertos por uma vegetação típica (tortolho, losna e marcela).

Os operadores  turísticos têm estado, ainda, a reclamar melhorias nos acessos ao vulcão, com 1.979 metros de altitude, que, no seu entender, tem potencial para se tornar “um marco turístico nacional e internacional”.

Em termos de áreas protegidas, além dos parques naturais de Morosos, Cova/Paul/Ribeira da Torre e de Tope de Coroa, a ilha de Santo Antão dispõe ainda de paisagens naturais das Pombas (Paul) e Cruzinha (Ribeira Grande).

JM/ZS

Inforpress/Fim

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