Santo Antão: Pardieiros da cidade da Ribeira Grande preocupam munícipes e autoridades municipais

 

Ribeira Grande, 27 Set (Inforpress) – Os pardieiros da cidade da Ribeira Grande continuam a preocupar os munícipes que pedem a sua demolição, pelo menos parcialmente, para evitar “males maiores” e as autoridades concordam que constituem perigo para os transeuntes.

A questão foi levantada por um munícipe que, durante o período de intervenções do público na Assembleia Municipal realizada hoje, no salão nobre dos Paços do Concelho da Ribeira Grande, na Ponta do Sol, chamou a atenção para o perigo de derrocada iminente que o mau estado desses prédios indiciam.

“Estou aqui para chamar a atenção para esses edifícios antigos que estão a representar um grande perigo para a integridade física das pessoas” disse o munícipe Rogério Reis, advogado, denunciando o facto de o edifício onde nasceu Roberto Duarte Silva estar “a cair aos pedaços há vários anos” pelo que pede à Câmara que exerça os poderes que a lei lhe confere para fazer a demolição parcial do edifício como forma de “evitar que ela caia em cima das pessoas que passam nessa rua, muito movimentada”.

“O meu pedido é também uma exigência porque moro em frente desse edifício e estou a ver a minha vida, e a dos meus familiares, em perigo” disse Rogério Reis apontando outros casos, por exemplo, no terreiro e também na rua de Orta em que “se vê a parede da fachada já inclinada para frente”, precisou.

Em resposta, o presidente da câmara, Orlando Delgado, disse que concorda “plenamente” com a reivindicação de Rogério Reis mas explicou que a casa é uma propriedade privada que, até há pouco tempo, pertencia a vários herdeiros e esse facto vinha dificultando o diálogo com os proprietários com vista à resolução do problema.

“Neste momento o edifício pertence a uma só dona que se tem mostrado muito aberta ao diálogo e o problema será resolvido brevemente” explicou Orlando Delgado que, entretanto, não descarta a possibilidade de avançar com uma intervenção que reduza o risco de colapso e, consequentemente, de perigo para a integridade física dos transeuntes, nomeadamente, com a demolição parcial dos muros em perigo pelo que vai apresentar um pedido de autorização à Assembleia para agir em conformidade.

O período antes da ordem-do-dia só terminou por volta das 14:00 e esse atraso não permitiu que os deputados cumprissem o objectivo de aprovar o plano de actividades ainda hoje, pelo que, optaram pela suspensão dos trabalhos que deverão prosseguir amanhã, quinta-feira.

A Assembleia Municipal da Ribeira Grande reuniu-se esta quarta-feira em sessão ordinária, para a apreciação e aprovação dos instrumentos de gestão da Câmara Municipal para o ano 2018.

A proposta apresentada pela Câmara Municipal prevê um orçamento que ronda os 480 mil contos para financiar um plano de actividades que, segundo o documento, “vem configurar uma nova distribuição de tarefas, fruto de novas experiencias que vamos adquirindo a cada instante da nossa gestão municipal”.

HF/FP

Inforpress/Fim

 

 

Share on facebook
Facebook
Share on twitter
Twitter
  • Galeria de Fotos