Santo Antão: Operadores turísticos e municípios insistem na classificação dos caminhos vicinais a património da humanidade

Porto Novo, 21 Dez (Inforpress) – A classificação a património da humanidade da rede dos caminhos vicinais construída, ainda na era colonial, em toda a ilha de Santo Antão, constitui um anseio das câmaras municipais e dos operadores turísticos, desta ilha.

O presidente da Associação dos Municípios de Santo Antão, Orlando Delgado, partilha da vontade das câmaras e dos agentes turísticos, que, em diversos encontros sobre o turismo realizados em Santo Antão, têm defendido a necessidade de preservação desses percursos e sua classificação a património da humanidade.

Também, o presidente da Assembleia Nacional, Jorge Santos, nas suas visitas a Santo Antão, tem estado a defender a qualificação desses caminhos a património da humanidade, enaltecendo a importância desses trilhos na economia desta ilha.

Santo Antão, com uma superfície de 779 quilómetros quadrados, dispõe de 74 caminhos vicinais identificados e sinalizados, numa extensão de 455 quilómetros, distribuídos por seis rotas turísticas, que abarcam todos os municípios desta ilha.

O próprio Governo reconhece que os caminhos vicinais e as estradas tradicionais estão entre os “grandes activos” do turismo em Santo Antão, que precisam ser valorizados e preservados.

O presidente do Instituto do Património Cultural (IPC), Hamilton Fernandes, esteve, em finais de Novembro, em Santo Antão, onde falou com os autarcas da necessidade de este instituto, das câmaras municipais, operadores turísticos e parceiros trabalharem na valorização desses activos.

A rede de caminhos vicinais existente em Santo Antão constituiu itinerários para mais de 30 mil turistas que chegam, anualmente, a Santo Antão para a prática de trekking (caminhadas em trilhas em busca do contacto com a natureza).

JM/ZS

Inforpress/Fim

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