Santo Antão: Operadores turísticos defendem prioridade para extensão do porto do Porto Novo

Porto Novo, 17 Out (Inforpress) – Alguns operadores turísticos em Santo Antão têm estado a defender, actualmente, a necessidade de o Governo priorizar a ampliação do porto do Porto Novo, em detrimento do aeroporto, que está, há dois anos, na fase de estudo.

Nuno Oliveira, que é, também, vice-presidente da Associação do Turismo de Santo Antão, é um desses operadores turísticos que têm estado a defender “prioridade” para a extensão do cais do Porto Novo para poder receber navios de cruzeiros de maior porte.

O projecto do aeroporto, a seu ver, poderia ficar para depois das intervenções no porto.

Este operador considera boa a ideia do aeroporto, mas, na sua opinião, devia-se priorizar o porto do Porto Novo, de modo a torná-lo uma infra-estrutura versátil, capaz de receber cruzeiros, iates e veleiros, complementando, assim, o terminal de São Vicente.

Há outros operadores que, embora admitam a importância do aeroporto para o aumento do fluxo de turistas nesta ilha, defendem, para já, que “a primeira coisa” que se devia fazer em Santo Antão seria “garantir a atractividade” da ilha, com aposta na melhoria da qualidade de água, electrificação rural, criação de infra-estruturas de saneamento básico e no reforço de acesso à saúde das populações rurais.

O Governo admite que tanto o aeroporto como a ampliação do porto são “projectos cruciais” para o futuro de Santo Antão.

Quanto ao aeroporto, estão a decorrer, desde 2016, os estudos sobre a viabilidade técnica dessa infra-estrutura que, segundo o Governo, deverá começar a ser implementada até 2020.

Em relação ao porto, o Executivo já lançou o concurso para a realização dos estudos sobre o porto do Porto Novo, que vão abarcar aspectos relativos à ampliação e sobre as condições de navegabilidade do caís, construído em 1962.

Pretende-se com os estudos sobre o porto conhecer as necessidades de investimentos quer a nível de expansão, quer na melhoria das condições de navegabilidade do caís que, em 2011, recebeu obras de ampliação e modernização, passando a dispor de capacidade para receber navios cruzeiros de médio porte.

Os autarcas em Santo Antão têm estado, também, a pedir a realização de uma segunda fase da ampliação do porto, por forma a ter condições de receber navios de cruzeiros de maior porte.

Além do aeroporto, a segunda fase do porto do Porto Novo é, também, um projecto determinante para o desenvolvimento do turismo em Santo Antão, conforme os presidentes das câmaras desta ilha de Santo Antão, que já pediram ao Governo para, no quadro do projecto de criação da Zona Económica Especial da Economia Marítima de São Vicente, levar em conta ampliação deste caís.

O Governo acredita, da mesma forma, que o turismo de cruzeiros será “um mercado importante” para Santo Antão, que poderá passar a receber dez a 20% dos navios que aportarem o futuro terminal de cruzeiros de São Vicente, infra-estrutura dimensionada para servir toda a região norte do arquipélago.

“Se conseguirmos ter, por ano, 200 mil cruzeristas a aportarem São Vicente, dez a 20%, seguramente, virão a Santo Antão”, previu, recentemente, Olavo Correia, realçando o impacto desse tipo de turismo para os outros sectores de actividade económica, nesta ilha.

O porto do Porto Novo, conforme a Empresa Nacional da Administração do Portos (Enapor), está a servir Santo Antão, exercendo “um papel estimulante e promotor de negócios” e dinamizando economia da ilha.

JM/ZS

Inforpress/Fim

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