Santo Antão: Operadores preocupados com falta de sinalização dos percursos turísticos

Porto Novo, 27 Set (Inforpress) – A ausência de sinalização dos caminhos vicinais que constituem os itinerários turísticos em Santo Antão está a preocupar os operadores, quando falta menos de uma semana para o arranque da época alta do turismo na ilha.

Além da reabilitação dos percursos, que ficaram danificados durante as recentes chuvas na ilha, os operadores queixam-se ainda da falta de sinalização de muitos caminhos, que fazem o itinerário dos turistas que procuram Santo Antão, entre Outubro e Maio, para a prática de trekking (caminhadas em trilhas).

Os guias turísticos tinham, semana passada, manifestado a mesma preocupação, pedindo aos municípios que procurassem melhorar a sinalização e o próprio estado dos caminhos vicinais nesta ilha, para que a época alta do possa decorrer na normalidade.

As preocupações foram levantadas pelos operadores durante um encontro, sexta-feira, em Ponta do Sol, promovido no quadro do projecto Redes Locais para o Turismo Sustentável e Inclusivo em Santo Antão (Raízes), em que a questão do saneamento voltou a ser discutida.

A lixeira intermunicipal, situada nas proximidades da Ribeira Brava, no enfiamento da estrada Porto Novo/Janela, já considerado, pelas autoridades sanitárias, “um problema de saúde pública” em Santo Antão, está a inquietar os operadores turísticos.

A Associação dos Municípios de Santo Antão diz estar à procura do financiamento para a deslocalização dessa lixeira para um sítio “mais adequado”, precisando, para o efeito, de cerca de 30 mil contos.

Apesar desses constrangimentos, a expectativa dos operadores turísticos locais em relação à época alta do turismo é “grande” e tem estado a aumentar de ano para ano, conforme a operadora Sandra Pereira, gerente de uma das  principais agências  turísticas que operam em Santo Antão, ilha que, a seu ver, “tem tudo para dar certo” no turismo.

“O turismo em Santo Antão tem tudo para ir para frente, mais é muito importante cuidar desta actividade. É preciso um plano de desenvolvimento do sector que tenha em conta a questão da natureza e do ambiente”, avançou Sandra Pereira.

Além do trekking, até agora, o principal produto turístico de Santo Antão, os operadores começam a apostarem, também, na promoção do canyoning e mergulho, diversificando assim, a oferta.

Dificuldades ainda a nível de alojamento, dos transportes marítimos e aéreos (falta o aeroporto), a qualificação dos recursos humanos, são outras “fragilidades” que condicionam ainda a actividade turística em Santo Antão que, mesmo assim, tem vindo a aumentar, nos últimos anos.

Mais de 26 mil turistas visitaram  Santo Antão em 2017, registado um crescimento de 23,8% face ao ano de 2016, facto que confirma que esta ilha tem sido cada vez mais visitada por turistas, provenientes, maioritariamente, da Europa.

JM/AA

Inforpress/Fim

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